segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Finalmente descobri...

...pra que serve esse negócio de blog!

É muito simples - tudo aqui é anônimo! Quem me conhece do "mundo real", não conhece o blog, quem me conhece do blog pode me ver na rua que nem fará idéia de quem sou.

Assim, posso detonar qualquer um dos meus colegas engravatadinhos e caretas, com seus cabelos emplastados de gelzinho perfumado importado (made in Paraguay, mas importado!), relembrar meus amigos canalhas ou não e homenagear minhas musas questionáveis de uma noite.Posso até mesmo relembrar A Musa Inalcançável (com maiúsculas mesmo), mas isso é outra história, para outro dia e outra garrafa de JB.

Posso esquecer a pose de profissional bem pago da corretagem e até mesmo confessar o quanto sinto falta do meu velho pai, posso escrachar com quem merece escracho, e louvar todas as deusas de pés-de-barro que já cruzei nessa vida.



É, esse negócio de blog pode ser mesmo divertido.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Olhares



Quando penso em olhares, logo de cara dois me vem a cabeça – ou seria veem a cabeça? Não sei... - Bette Davis ‘eyes e Olhar 43, culpa dos meus anos de esbornia nos cada vez mais distantes anos 80.

Mas esse preâmbulo foi só pra desfilar um pouco da minha aparentemente inesgotável cultura inútil (ou se quiser me quebrar um galho, chame de “cultura pop”,que pra mim tanto faz), na verdade os olhares que me levam a esse post não se comparam a nenhum dos dois.

Ok, vamos lá: sábado estava bebericando doses de uísque vagabundo no meu boteco favorito da temporada (sou assim mesmo, quando elejo um boteco para me aturar fico praticamente monobotequidico, se é que essa palavra existe), vendo o movimento e avaliando se valeria a pena arrastar asa pra cima de alguma das pequenas musas presentes, quando percebi estar sendo seguido pelo olhar ávido, provocador e provocante (não, não é redundante, pense bem e verás que são coisas diferentes, meu bom) de uma de minhas musas questionáveis de tempos recentes, uma pequena verdadeiramente adorável e que seria uma deliciosa exceção à regra canalha number #435-e – que pode ser traduzida pela deliciosamente desavergonhada expressão “figurinha repetida não completa álbum” - caso não estivesse acompanhada.

Isso mesmo, caros amigos, acompanhada -  e não por um tipo qualquer, mas de bracinhos dados e abracinhos adoráveis com seu NOIVO recém-chegado de viagem, com quem divide apartamento no melhor estilo lovely couple, e com quem irá se casar em algumas semanas. 

Sim, aqueles bons de dois-mais-dois já devem ter percebido que ela já era noivinha casadoira de casalzinho-cutis-cutis quando nos pegamos aos beijos e amassos semanas atrás (e pelo meu Santo dos Canalhas se não dormimos nos mesmos lençóis que ela divide com seu noivinho!!). E na sessão “depois o canalha sou eu”, a pequena passou grande parte de noite me procurando com o olhar, parecendo querer uma dose de revival.

Mas como o mar não estava mesmo para peixe, lá pelas tantas da madrugada a noite de beberagens foi perturbada por outro olhar, o de uma bonequinha, garota mal entrada nos seus vinte e poucos anos, toda gostosinha e cheirosinha, situada estrategicamente em algum ponto entre a sobriedade e o pilequinho pueril, que fez o mais antigo jogo do universo feminino – olhares, sorrisos, jogada de cabelo, mais olhares, apenas para recepcionar com um antipático “Oh, mas eu tenho namorado!” as investidas dos pobres sujeitos que tiveram o azar de se encantar por seus dotes.

Até quando nós homens vamos nos enganar pensando que temos algum poder sobre essas fortuitas relações de uma noite? Parafraseando um velho ditado, quando uma (mulher) não quer, dois não beijam! Podemos posar de machões e efetivamente escapulirmos na manhã seguinte, podemos nunca ligar para os celulares anotados nos guardanapos, mas estamos total e tolamente à mercê da vontade feminina, aos achaques e critérios ininteligíveis da alma-fêmea.

E acredite-me, caro amigo, essa alma pode ser muito cruel. Adorável e necessária, mas cruel.

sábado, 11 de setembro de 2010

Friday night feeling

Stray Cat Strut

Oooh, Oooh, Oooh, Oooh,


Black and orange stray cat sittin' on a fence

Ain't got enough dough to pay the rent

I'm flat broke but I don't care

I strut right by with my tail in the air



Stray cat strut, I'm a ladies' cat,

A feline Casanova, hey man, thats where its at

Get a shoe thrown at me from a mean old man

Get my dinner from a garbage can



Yeah don't cross my path



I don't bother chasing mice around

I slink down the alley looking for a fight

Howling to the moonlight on a hot summer night

Singin' the blues while the lady cats cry,

"Wild stray cat, you're a real gone guy."



I wish I could be as carefree and wild,

but I got cat class and I got cat style.



I don't bother chasing mice around

I slink down the alley looking for a fight

Howling to the moonlight on a hot summer night

Singin' the blues while the lady cats cry,

"Wild stray cat, you're a real gone guy."



I wish I could be as carefree and wild,

but I got cat class and I got cat style.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mickey Mouse, Pato Donald!!

Tempos atrás reencontrei um colega de faculdade; o sujeito parecia bem – bem casado, bem de vida, e demais “bem”’s por ai afora. Verdadeira Disneyland , tudo lindo e cor-de-rosa - e eu sou o próprio Walt Disney vestido de Donald Duck, WTF!


Depois de uma meia dúzia de cervejas, começou a sessão-confissões, inevitável quando se reencontra um sujeito que faz você se lembrar de uma época mais simples e direta da sua vida.

E as confissões do sujeito diziam respeito a uma ex-namorada, uma garota que saiu com ele por algumas semanas no começo da faculdade. Até ai, tudo normal, ele não seria nem o primeiro nem o último sujeito do mundo a babar por uma ex-namorada qualquer. Se eu estiver lembrando da garota certa, ela era o tipo gostosinha, e tinha um beijo bem razoavel - só espero que ele não saiba que andei bicando na fonte dele, anyway.

Mas ai que a coisa começou a feder, mermão, como diria um grande carioca amigo meu.

O sujeito, com aquela cara de quem já mamou bem mais do que deveria, confessou que com o advento da internet, Orkut, MSN (aliás ótimas ferramentas para a canalhice virtual – mas isso é uma outra história) começou a rastrear o paradeiro da dita-cuja.

Meu amigo, eu já fiquei boquiaberto do infeliz lembrar da menina, mas ele lembrava também do nome completo da beldade, cidade de nascimento, aniversário, e num sei mais o quê!!

Já nem sei mais em que ponto ele começou a choramingar, dizendo que ela era a mulher da vida dele, que ele tinha sido um idiota em perdê-la, que se ela estivesse solteira ele largaria tudo pra ir atrás dela, e blá-blá-blá – tem gente que REALMENTE não pode beber mais do que uma cerveja!

De posse desse arsenal de informações, o pobre-coitado atacado de paixonite-saudosística-aguda conseguiu, usando essas imensas janelas de fofoqueiras do mundo virtual, localizar a cidadã, descobrindo onde ela morava, que tinha passado num concurso pro Banco do Brasil, que não tinha filhos mas sim cachorrinhos que criava com o maridão, enfim, toda a ficha da moça!

Confessou que chegou a pegar o telefone dela num site de operadora e ligar pra ouvir a voz da fia-da-mãe, que escreve longos e-mails nunca enviados para ela, as vezes implorando o retorno da dita-cuja, as vezes xingando-a de tudo que é nome, que visita semanalmente as páginas dela nos orkuts da vida e que chegou a cogitar a ideia de uma viagem rápida para o litoral, apenas para montar guarda na porta do prédio dela, só pra ter um vislumbre da sua musa de outrora.

Resumindo a ópera, caros amigos: eu posso até ser canalha, mas quem é o doido nessa história toda? Quem é o atormentado por fantasmas do passado? Os meus fantasmas estão todos devidamente afogados e anestesiados por litros e litros de destilados variados on the rocks!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Story of a married man's life

We both lie silently still in the dead of the night
Although we both lie close together, we feel miles apart inside

How could I feel so close of someone so distant, and so distant of someone so close?

...por não acreditar em contos de fadas

Sabe qual o grande problema de algumas mulheres?

Acreditar em contos de fadas!

Isso mesmo, moçoilas casadoiras, saibam que o mais belo castelo de contos de fadas da Disneyland também tem seu esgoto!


Resumo da ópera: não adianta esperar pelo príncipe encantado perfeito! Parafraseando o blog de uma das minhas musas questionáveis, homens perfeitos não são reais, e homens reais não são perfeitos!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

...mas maldito jamais!!



Não pensem em mim como um cara maldito, não me considero assim; até que sou um sujeito limpinho, com um trampo diurno careta de terno e gravata numa corporação multinacional, lidando com regras e normas o dia todo.


Mas gosto de pensar que essa figura diurna é apenas uma identidade secreta, que serve para esconder minhas verdadeiras cores – todas noturnas, sujas e impublicáveis.

Não me divirto em ser assim, apenas mais um sujeito atrás de um copo de Bourbon, mas é assim que sou.

Ponto final.