quinta-feira, 4 de novembro de 2010

E a saga dos e-mails continua...

Ah, os e-mails, que ferramenta maravilhosa!

Vejam mais uma pérola internética, mais uma demonstração de que as pessoas só vem o que elas querem, não importa o que você fizer; a autora é uma mineirinha deliciosa, uma de minhas musas questionáveis mais só-largo-o-osso-quando-ele-esfarelar, do tipo que se recusa a entender por que a-)não atendo mais ligações dela e b-)não respondo aos e-mails fofuchos como o transcrito integralmente abaixo.

Divirtam-se! He he he...

“Amore,

Tava aqui lembrando de histórias, acordei hoje com meu temperamento melancólico a flor da pele...lembrei que quando tinha meus 14 para 15 anos, eu recusei um pedido de namoro. E a justificativa que é o ápice: porque não podia namorar ninguém, afinal minha alma gêmea estava em SÃO PAULO e se chamava CHUCK...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Você é o primeiro CHUCK que conheço na vida !!!!!!!!!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Ah, vida......kkkkkkkkkkkkkkkk

Um ótimo dia pra vc!

Bjs”


Eu mereço ou o quê?

Quando vão começar a entender que esse negócio de alma gêmea é coisa de comercial de margarina??

Quando vão entender que você passar um final de semana agradável com uma pessoa não lhe dá o direito de tomar posse de nada além de boas memórias, de sensações que poderiam permanecer doces para sempre na memória dos envolvidos se não fosse essa maldita mania de querer formar casalzinho, que acaba estragando, apodrecendo, fodendo com tudo?

E pior ainda, quando as pessoas vão parar com essa bobagem de não se envolver com ninguem que não tenha uma porcaria de placa de "CORAÇÃO VAGO, ALUGA-SE VAGA" pendurada na testa?? Quando vão entender que vale muito mais a pena uma noite de profundo envolvimento e sinceridade do que anos de desfilezinhos de mãozinhas dadas e títulos oficiais de "Meu namorado"/"Minha namorada" - tudo isso é prazer de usar o pronome POSSESSIVO!!

Possessivo, entenderam?

Pra esse tipo de pessoa, o que interessa é a posse, o título, a garantia de desfiles intermináveis na high society, é a garantia de formar uma maldita versão do Casal 20 com roupas novas.

Alguém quer saber o que me interessa? Alguém quer saber de viver e deixar viver, nem que a felicidade tenha um gosto agridoce e dure apenas uma noite de cada vez? Sem essa de planejar o futuro além da próxima dose?

É, eu imaginei mesmo que não.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Anotação mental para o próximo feriado!!

Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!!Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!!


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Cada coisa que a gente vê por ai.

Na sexta-feira, vi um casal se encontrando para viajar, eu suponho - embora,  a julgar pela quantidade de malas, bolsas e sacolas dela, devia ser algum tipo de fuga, ou viagem ao redor do globo duas vezes (o carinha levava apenas uma mochila meio cheia, indicando uma viagem de final de semana).

Mas a diferença não era só na quantidade de malas e badulaques, mas na postura de cada um. Enquanto o sujeito vinha andando calmamente pela plataforma do metrô, a garota vinha numa daquelas corridinhas saltitantes nauseantes, parecendo alguém que, numa viagem de ácido, acha que está num daqueles desenhos da Disney – escolha a sua deturpadora da mente das meninas favorita, pode ser a Branca de Neve ou uma dessas mais moderninhas, tipo Pocahontas; o sujeito lá parado, mezzo constrangido, mezzo saco-cheio, e a garota correndo aos gritinhos, arrastando atrás de si a maior concentração per capita de malas e bolsas que já vi fora de uma loja de malas.

Quando se encontraram, o sujeito se limitou a se curvar fazendo beicinho para beija-la, com aquela cara de “ok, sem escândalo, nos vimos doze horas atrás, no big deal!”, mas a garota, ah meus amigos, a garota fez um escândalo!! Pulou em cima do carinha, parecendo um sagui se agarrando a uma árvore, enlaçou o pescoço do sujeito com um braço, depois o outro - porra, ela praticamente arrancou o pescoço do sujeito fora, tudo isso aos gritinhos de algo como more, moruxo, morzinho ou outro apelidinho idiota qualquer.

Sabe qual a impressão que me deu? Que o coitado iria passar um dos mais longos finais de semana de sua vida, com aquela Barbie da ZL agarrada ao pescoço dele, tagarelando – dava pra ver que delicia de final de semana o sujeito iria ter, acordando e fazendo a barba de manhã já com ela pendurada, tentando tomar café em paz e ela falando na sua orelha trivialidades inúteis numa vozinha aguda de fazer inveja à Minnie, indo à praia com a moçoila agarrada ao seu pé, dando um mergulho com uma mochila loira nas costas, tentando tomar uma ducha com ela grudada como uma maldita ventosa de sanguessuga no seu braço, daqui a décadas sendo enterrado no caixão com ela agarrada à maldita tampa...ARGHHH!!!


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Já que me meti a falar de música agora...

Nunca fui muito fan do trabalho dos Paralamas, sempre achei a mistura de pop-rock com ska e reggae deles chata demais, e algumas letras muito presunçosas; mas não posso negar que eles acertaram na mosca com os versos

“Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei, daonde vem o tiro “

 E só eu sei como está foda de saber daonde esperar um tiro ultimamente!

Não digo que seja o caso deles, mas algumas bandas parecem ter sido montadas apenas para fazer uma determinada música, um único fôlego que vale e justifica toda uma carreira de irrelevâncias – mais ou menos como A Flock of Seagulls e sua insuportável “I ran”.

Mas de qualquer forma, esse trecho é poderoso demais, quase uma trilha de algumas noites – e principalmente de alguns relacionamentos com certas sociopatas viciadas em véu & grinalda. He he he.



E já que tô metido a crítico agora, em breve publicarei aqui meu artigo sobre a infindável influência da vanguarda underground teatral bolchevique do primeiro triênio da década de 1820 sobre o movimento Pink Panther ocorrido durante os primeiros meses de 1971 em Greenwich Village.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma ode aos invisiveis, ou o mais próximo de um tratado de sociologia que este blog inútil consegue chegar

Já repararam que algumas pessoas são quase invisíveis?

Eu defendo uma tese – morte por enforcamento a todos os engravatados! Sério mesmo, trabalho no meio de um bando de imbecis (com algumas exceções, mas desgraçadamente poucas) que se acham os escolhidos dos deuses por trabalharem de terno e gravata ou com um daqueles irritantes tailleurzinhos que deixam toda mulher com jeito de sargento, andando pra cima e pra baixo com o crachá da Corretora pendurado quase na testa, mesmo na hora do almoço.

Eu sei, eu também uso terno e gravata, mas me refiro à atitude de cada um. E é ai que entra o que comentei sobre pessoas invisíveis.

E não são poucas pessoas não, meu camarada; os invisíveis formam um exercito de centenas de milhares (milhões?!?) de faxineiras, vigias, tiazinhas do café, galera da manutenção em geral, gente que muitas vezes não recebe nem um bom-dia por parte desse bando de engravatados inúteis, com seus diplominhas de faculdades de quinta categoria.

Me dá nojo quando vejo que até o uniforme dessas pessoas é calculado para serem invisíveis; me dá nojo ver um engravatado se espremer para desviar de um invisível sem nem ao menos dar bom-dia! Porra, você pode botar a Gisele Bundchen (tive que pesquisar no Google o nome dessa gostosa....he he he) num desses uniformes que é capaz desse bando de otários nem reparar nela.

Agora mete um idiota qualquer num terno Armani, com óculos escuros e com o cabelo ensebado de gel e solta o cara para andar entre as mesas com cara de chefe – você vai ver neguinho mudando de caminho só para dar bom-dia pro sujeito.

Outro dia cruzei por acaso no metrô com uma das garçonetes de um dos meus botecos favoritos; a menina pareceu ficar feliz por eu te-la reconhecido, de tão acostumada a ser ignorada pelos bebuns que nem  sabem quem ela é, que fazem seus pedidos de olho nos peitos da moça (e que belo par de peitos, by the way). São animais assim que perdem a chance de conhecer uma garota ralada pracarai, que aos 22 anos trampa o dia inteiro como assistente de enfermagem, faz faculdade a noite e ainda atura bebuns num boteco sujo de final de semana para poder chegar ao fim do mês e continuar sonhando em comprar um Peugeoutzinho para poder ser feliz.

Então, meus amigos, se algum dia todos os engravatados do centro de São Paulo aparecerem enforcados com suas gravatas contrabandeadas, vocês sabem de quem foi a ideia.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

The Who was bigger than Beatles!!



The Who was bigger than Beatles!!

No one knows what it's like to be the bad man
To be the sad man behind blue eyes
No one knows what it's like
To be hated, to be fated to telling only lies

Pronto, falei! Não suporto ver a forma como todo mundo ignora o The Who e fica babando ovo para Beatles e Rolling Stones.

But my dreams, they aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance that's never free

Pra mim, Who era muito melhor do que aqueles quatro afetadinhos de Liverpool – acho que ali só mesmo George Harrisson tem o meu respeito, muito mais pelo que fez sozinho do que na banda; os Stones são ok, mas superestimados – ou eles fizeram algo que prestasse depois de 79?

No one knows what it's like
To feel these feelings like I do and I blame you!
No one bites back as hard on their anger
None of my pain and woe can show through

Agora o Who, irmão, eles foram grandes, de verdade! Claro que não digo isso no sentido babaca de quem vendeu mais disco ou fez mais biscatinhas e almofadinhas se descabelarem ao redor do mundo, mas se você não está entendendo o que quero dizer quando digo que The Who foi a maior banda da historia do rock’n’roll, esqueça, nem vou perder meu tempo explicando.

But my dreams, they aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours only lonely
My love is vengeance, that's never free

Não sei quanto a vocês, mas pra mim Pete Townshend & Cia lançaram alguns dos maiores petardos que já cruzaram os céus britânicos, uma obra que praticamente resume o andar da carruagem de alguns sujeitos nesse mundo – myself include, WTF!!

When my fist clenches, crack it open
Before I use it and lose my cool
When I smile, tell me some bad news
Before I laugh and act like a fool

E por favor me poupem dos e-mails de ódio pelo que falei ali em cima sobre os quatro rapazes fofinhos de Liverpool – opinião é que nem traseiro, cada um tem o seu e ninguém pode meter o bedelho. Sim, hoje estou destilando veneno, bronqueado, de ressaca e sem paciência para fans de Beatles.

And If I swallow anything evil
Put your finger down my throat
And If I shiver, please give me a blanket
Keep me warm, let me wear your coat

Afinal de contas, só existe três tipos de fans piores do que os dos Beatles – fans de Raul Seixas, fans de U2 e o TOP OF THE MALAS fans de Legião Urbana.

No one knows what it's like to be the bad man
To be the sad man behind blue eyes

Bom dia pra vocês também!!Humpf!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Regra de ouro do Tio Chuck, ou como até mesmo o pior dos canalhas tem princípios!!


Lembram-se das Regras do Manual do Tio Chuck?

Pois é, acho que a número 0, a pedra primordial do meu modesto manualzinho, é a de nunca, nunca, mas nunca mesmo me meter com mulheres casadas, enroladas, noivas, ou comprometidas em geral; essa regra, senhoras e senhores, é a única que não permite exceções – e olha que muitas vezes o Manual se sente rasgado e ignorado, como já devem ter reparado!

Claro que geralmente só depois de estarmos em estágios avançados de conhecimento bíblico, digamos assim, que vou descobrir que a musa questionável da noite é, por exemplo, noiva (em algum lugar do blog eu tenho um post sobre essa musa específica, estejam a vontade para procura-lo), mas nesses casos, apenas me afasto discretamente, meio de lado, ou como me disse uma vez uma deliciosa musa-oriental de meus anos de juventude, saindo à francesa.

Ai alguém vai me apontar o dedo na cara gritando, indignado:  – A-há, Chuck, que falso moralismo de merda é esse?!?; calma lá, minha gente, não pensem que me afasto de musas ”comprometidas”, como diria a minha nonna, por alguma vontade secreta de preservar e cultivar a sagrada e tradicional família brasileira.

A única coisa que quero preservar é o meu belo e tatuado couro, meu camaradinha!

Pensem comigo, pensem numa mulher que já é enrolada, e tá se pegando na noite com um tipo como eu.

Aqui podemos ser ingenuamente otimistas e achar que ela é das minhas, que compreende e aceita certos acontecimentos noturnos pelo que eles são, pequenos momentos de prazer etílico-sexuais sem maiores compromissos e vai naturalmente ser a primeira a sumir depois de uma noite bem vivida. Ou na melhor das hipóteses (santa ingenuidade, Batman!!) vai se dispor a ser mais umas das raras amigas com quem posso usufruir eventualmente de bons momentos de b&f (beberagens & fornicagens, he he he) sem maiores dores de cabeça.

Mas, se conheço as mulheres que se envolvem com este para-raio de maluca que vos escreve, claro que ela vai ser uma daquelas mulheres megacarentes, do tipo que procura no braço de estranhos emoções e sensações que fogem ao seu dia-a-dia Casa da Barbie, ao seu mundinho cor-de-rosa banal. Ou seja, se eu der mole, se eu der brecha, ela vai acabar se envolvendo, vai acabar sofrendo, vai começar a me aporrinhar, e pode até mesmo fazer uma loucura tipo largar o marido dela (hey, eu tentei evitar, ok?), ou vai inventar alguma historinha cretina para o namoradão playboy vir atrás de mim para “tomar satisfação com o folgado que mexeu com a minha mina!” (praticamente uma transcrição literal de uma bobagem que já berraram na minha cara...he he he...)

(Não sei bem porquê me lembrei de um verso de um velho blues dos anos 50, you better hurry to get a piece of me , baby!, vai ver é uma daquelas famosas peças que o lil devil do inconsciente costuma nos pregar)