quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Pérolas de sabedoria das revistas femininas - quem sabe isso não vire uma sessão fixa aqui no blog?

Vocês sabem o que devem esperar encontrar numa revista de consultório de dentista, ou é Caras ou outra revista bunda de fofoca e celebitches, ou é uma daquelas revistas femininas idiotas tipo Nova ou algum outro manual de como ser uma bisca moderna.

Mesmo assim, em meio aquele tédio reinante, comecei a folhear um desses desperdícios de papel, que poderia ter sido muito melhor aproveitado na fabricação de bolachas porta-copos, daquelas que deixamos sob os copos de cerveja nos melhores botecos do ramo, e dentre inúmeras matérias do tipo “101 motivos para trair seu namorado” ou “Como é gostoso o meu vizinho!!”, encontrei a seguinte citação, em destaque garrafal bem no meio da página:


COMO MANTER UMA MULHER SATISFEITA SEXUALMENTE:
Acaricie, enalteça, mime, saboreie, massageie, conserte, acompanhe, cante,
cumprimente, apóie, alimente, acalme, perturbe, brinque, tranqüilize, estimule,
afague, console, abrace, ignore as gordurinhas, paparique, excite, pacifique,
proteja, telefone, adivinhe, beije, aconchegue, perdoe, ajude, divirta, seduza,
carregue, sirva, fascine, atenda, confie, defenda, vista, elogie, venere,
reconheça, exagere, agarre, entregue-se, sonhe, provoque, recompense, toque,
aceite, idolatre, adore.


Só faltou acrescentar que depois de tudo isso ela vai te achar um bunda-mole e dar para outro sujeito qualquer, com mais “pegada” (um dos termos favoritos das biscas modernas) e/ou saldo bancário maior, ou quem sabe uma profissão mais respeitável.

Por que no final das contas, parceiro, não importa o quanto você rale seu traseiro para agrada-las, o que importa é o seu potencial para resolver a carência física ou financeira delas.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Post número 50

Por incrível que pareça, chegamos ao post inútil de número 50.

Estava pensando em celebrar o momento histórico para a internet do meu umbigo, mas ontem um velho amigo fez vinte e cinco anos; é um sujeito baixinho, que vive com um felino de grande porte, e que tem umas tiradas sensacionais, uma ótima companhia – embora não possa dividir uma garrafa de JB com ele, por motivos óbvios.

Valeu, garoto!!



Reprodução da primeira aparição desse pequeno gênio.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ah, o meu tipo de garota...

Mais uma daquelas bandas irrelevantes que acertam eventualmente na mosca, deixou essa perfeita descrição de muitas das minhas musas questionáveis.

She moves like she don't care
Smooth as silk
Cool as air
Oooh it makes you wanna' cry
She doesn't know your name and your heart beats like a subway train
Oooh it makes you wanna' die
Oooh don't you wanna' take her?
Wanna' make her all your own?
Maria
You've gotta see her
Go insane and out of your mind


Thanks, Debbie!!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Cenas patéticas no centrão de São Paulo

Estava voltando do almoço quando passei por um desses insuportáveis yuppies da nova geração, derretendo dentro de seu terninho Colombo debaixo do sol do meio-dia. Inevitável reparar, como observador que sou dessa desgraça conhecida como ser humano , no jeitinho meigo e derretido com que o imbecil falava ao celular – incrível como um imbecil pós-yuppie SEMPRE anda pendurado nos seu celular último tipo!!

Ao cruzar com o sujeito, pude captar a despedida ao celular:

- “ Tá bom, viu bebezinho? Te adolo muito, te amo vc demais...” – isso tudo dito, claro, com uma voz de criança retardada de três anos, como se toda capacidade de articulação do sujeito ficasse reduzida ao equivalente oral de uma ameba, todo sorridente e embevecido.

Lamentável...tsc...tsc...tsc...

Sem título engraçadinho dessa vez...

...ou, uma noite a ser esquecida!

Eu me considero um cara relativamente calejado, que já viu de quase tudo nessa vida, e achei que já conhecesse alguns dos pontos mais baixos e decadentes do ser humano. Eu estava enganado. Profunda e irremediavelmente enganado.

Sábado passado descobri realmente a que ponto pode chegar a degradação humana.

Arrastado por um amigo, na verdade provavelmente um dos últimos amigos que ainda me aturam (ainda bem que ele não lê esse blog, ou deixaria de me aturar em dois segundos), fui a um boteco que consegue ser abaixo do meu raso padrão de qualidade, com a promessa de que o lugar estaria lotado das “garotas heavy-metal mais fáceis de São Paulo” (palavras dele, não minhas), onde teríamos cerveja boa e gelada no open bar e bandas de primeira detonando clássicos dos anos de ouro do heavy metal (seja lá o que isso queira dizer, by the way).

Meus amigos, eu devia ter virado as costas e rumado para os botecos de sempre quando vi um cartaz mal feito pendurado na porta do lugar, que dizia mais ou menos o seguinte

FESTA DO FAROL - IMPERDÍVEL!!

PULSEIRA VERMELHA – CAI FORA!
PULSEIRA AZUL – PODEMOS CONVERSAR!
PULSEIRA VERDE – CAI DENTRO QUE EU TÔ FÁCIL

Os termos não eram bem esses, mas deu pra ter uma ideia. Na verdade eu dividiria os “pulseiras verdes”, ou verdinhos como passei a pensar neles em duas categorias – a dos moleques cabaços desesperados achando que uma pulseirinha iriam deixa-los cobertos de sexy-appeal e a das garotas apiranhadas que topavam tudo depois de um certo grau alcoólico.

Mas bastava escolher um canto do balcão para ver as bandas que a coisa não poderia piorar, certo? Errado!

É difícil lembrar de forma linear o desfile de horrores, mas o que seria pior do que o open bar podre e tosco a um ponto que era quase impossível beber? Ver uma garota vestida apenas de microssaia de napa e sutiã, se arrastando pelo chão sujo e molhado do lugar, balbuciando algo ininteligível, enquanto bandas que não sabem tocar três acordes seguidos fazem poses de sucessores naturais do Iron Maiden? Os verdinhos sacudindo suas pulseiras na cara das garotas do lugar, apenas para serem ignorados como os cabaços que são ou a feiúra reinante no ambiente (raramente vi tanta gente feia e mal-vestida junto no mesmo lugar)! Moleques se acotovelando em troca de um copo de bebida num balcão de menos de um metro, ou esses mesmo moleques caindo de bêbados pelos cantos, depois de tomarem algo verde com cara de combustível de foguetes? Sujeitos magricelas tirando a camiseta como se fossem arrasar os corações femininos (apenas para continuarem a ser ignorados) ou um sujeito de quase dois metros de altura, gordo e suarento,  tentando disfarçar sua careca com mullets ensebados, abraçando todo mundo como se fossem seus amigos de infância? Sujeitos cambaleando bêbados e gritando como loucos sem o menor motivo ou gente se pegando e trocando de parceiros como trocam de camiseta? Toda aquela euforia ébria, enquanto alguém repetia, repetia, repetia o final de cada frase, sem nem perceber?

Também, o que esperar numa maldita “festa do farol”? Finesse e refinamento da plebe ignóbil, da massa inculta e o que é pior, orgulhosa da própria ignorância?

Na verdade sei o que me deixou mais deprimido – ver uma garota gordinha, no começo dos seus vinte anos, vestida como uma prostituta e bêbada como um maldito gambá, que entre ânsias de vomito ficou boa parte da noite se esfregando num poste de forma nauseante numa imitação deprimente de pole dance, com uma expressão de desespero no rosto, quase um pedido de socorro, um grito desesperado para se sentir sexy, amada ou simplesmente desejada, apenas para conseguir tropeçar no cabo da guitarra e ser expulsa do palco e voltar para seu sufocante anonimato.



Depois dessa noite, meus botecos vagabundos habituais, com suas musas questionáveis e bebida a preços cruéis, ganharam vários pontos comigo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Oração da Serenidade, by Tio Chuck

Concede-me, ô Santo dos Canalhas, a serenidade necessária para atrair as mulheres que não queiram me modificar, jogo de cintura para evitar as que só querem isso e sabedoria para distinguir umas das outras – bebendo uma dose de cada vez, desfrutando uma noite de cada vez, aceitando as eventuais musas abaixo do padrão-canalha de qualidade como um caminho para alcançar musas questionáveis melhores, considerando o mundo pecador como eu sou, e não santo como elas gostariam que eu fosse, confiando em doses cavalares de destilados para entortar todas as coisas para que eu possa ser moderadamente feliz nesta vida e sumamente feliz comigo mesmo, pelas vossas regras.

He he he