quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Inaugurando a série "Novos Clássicos" do cinema

Vocês sabem que de vez em quando me meto a dar uma de crítico, geralmente de música (ou como diria minha segunda ex-esposa, "lá vem o Chuck com os dinossauros dele") e eventualmente de cinema.

Pois bem, vejam o cartaz embaixo, corram AGORA pro cinema para ver o filme, depois VOEM pra comprar o DVD do filme original do velho John Wayne (que por mais que eu reveja, é um cara que sempre me emociona) e se quiser comprem também o livro – não sou muito de leitura, mas esse livro um dia vou ler...

Eu disse AGORA!!


Fama de bom moço!!

Depois do imbróglio da última sexta-feira, um estranho fenômeno de transmutação de fama anda acontecendo – ou então eu fiquei paranoico ao contrário.

Parece que ter levado a doce e siliconada Helena em casa sã e salva me rendeu mais do que um aumento significativo nos olhares languidos e alguns e-mail fofinhosos de agradecimento; reparei que algumas peruas, amiguinhas delas, do tipo que almoçam juntas com frequência para ficarem fazendo fofocas e falando mal das coitadas que não fazem parte do seu círculo, começaram a me olhar de forma diferente, bom-dias secos e obrigatórios passaram a soar como algo de verdade, com direito até a sorrisos, e uma delas até veio me cumprimentar no café! Com direito a três beijinhos!!

Vamos lá explicar melhor isso; são três peruas, Helena inclusa, todas mais ou menos da mesma faixa etária e mesmo perfil – seus 40 e poucos anos ou mais, emplasticadas e siliconadas, casamentos de fachada, sorrisos reservados apenas para diretores e clientes, enfim, o tipo de putana antipática com quem não faço a menor questão de ter muita proximidade. Só que agora resolveram que eu sou digno das atenções e cortesias delas.

Era só o que me faltava, depois de anos alimentando quase sem querer uma fama de cafa e mulherengo, de quem chega pra trabalhar inchado de whiskey e de ressaca, de quem pula de galho em galho sem pouso fixo, um único ato de bom-mocismo fora de lugar me deixar agora com fama de bonzinho, de bom moço!!humpf!!


Acho que vou passar para elas o link pro blog, quem sabe elas percebem onde estão se metendo - mas, por outro lado, de repente é uma boa para variar o cardápio...he he he...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Comédia à italiana

Hey everybody!!

Ainda estou vivo, dessa vez meu sumiço teve muito mais a ver com correria profissional (aqueles que acompanham a bolsa devem ter percebido que foi uma semana dos infernos no mercado!!) do que com problemas de saúde, graças ao Santo dos Canalhas!!

Mas falando em trampo...meus caros, aqui na corretora tem essa dona, vamos chama-la de Helena, uma verdadeira delicia balzaquiana, já não é mais uma criança, tem seus 40  e tantos anos mas ainda está bem em forma – também não é pra menos, o que essa mulher já gastou em lipos e silicone daria pra comprar uns dois Palios como o meu!  Mas vamos lá, é uma quarentona bem recauchutada, peitões de silicone desafiando a gravidade, longos cabelos negros (já comentei com vocês, não resisto a um cabelão) e pernas de tirar o fôlego – já ouvi ela comentar algo sobre anos de balé clássico e malhação diárias – e sinceramente, tem um rosto perfeito, bem italianona gostosa, parecendo uma versão perua e quarentona da Sophia Loren nos anos 50. Traduzindo, dá um belo caldo ainda!!

Mas esse verdadeiro pecado em forma de perua tem um problema seríssimo: um casamento de mais de vinte anos, e pela pose e comentários feitos na rodinha do café, absolutamente perfeito, com direito a casa de praia e férias na Europa. Tudo cor-de-rosa-barbie, verdadeiro conto de fadas da Disney – tá bom, me engana que eu gosto! Se vocês tiverem paciência, fucem nos primeiros posts do blog meu comentário sobre os sewers de qualquer castelo Disney, meus caros!

Sempre achei essa pose de casamento perfeito, de “amorzinho” pra cá, de “vida minha” pra lá, muito suspeita. Mas sabem como é, cada um sabe o preço que paga por suas mentiras auto-impostas. Mentiras que desmoronam no primeiro porre bem tomado. E falando em porre, sexta-feira, num raro momento de sociabilização com o povo daqui, resolvi aceitar os convites para um happy hour com o pessoal da corretora. Minha delicia balzaquiana nos acompanhou, já que o maridão estaria chegando de viagem apenas no sábado pela manhã.

Ok, todos sabem como funcionam esses happy hours – todo mundo bebe um pouco, mas sempre tem um ou outro que se excede; como ainda estou seguindo razoavelmente bem as ordens médicas, passei o tempo todo bebericando de leve uma única dose de JD (se meu médico perguntar, era guaraná, ok?), com mais gelo do que a porcaria do Polo Sul. Lá pelas tantas, uns vazaram, outros disfarçaram e foram aliviar seus desejos reprimidos mútuos ou não nos hotéis da região, e como o papo com a siliconada Helena estava bom demais, fomos ficando por ali, ela toda sorrisos e dando vários daqueles esbarrões calculadamente sem querer, jogando os cabelos, sempre com um toque mais próximo beirando uma caricia, mergulhando no olho no olho, e minhas intenções puras para com ela aumentando (ok, ok, mais um flagrante desrespeito ao Manual do Canalha, regra #126 anexo B, “Aonde se ganha o pão não se come a delicia que trabalha de frente pra você!”).

(E alguém ai já vai cochichar “lá vem o Chuck falando de mais uma que comeu...” – nada disso, meus caros, sou canalha mas sou limpinho, se tivesse comido a doce Helena manteria nossa alcova guardada a sete chaves, homem de verdade não divulga suas trepadas dessa maneira)

Voltando...conversa vai, conversa vem, já estávamos sentados meio que enrolados, eu já começava a calcular pra onde iria arrasta-la – ou deixa-la me arrastar, enfim - quando o humor da mulher virou de pernas pro ar, e os sorrisos e malemolências foram substituídos por um choro compulsivo, uma torrente molhada e gritada contra o casamento de sonhos, contra o marido castrador, contra os finais de semana na praia onde ela fica presa cuidando dos familiares enquanto o maridão enche a cara de chopps na orla com não se sabe quem, contra os não sei quantos meses sem trepar com o sujeito, e por ai foi...e foi...e foi...zzzzzz...

Resultado geral da noite, rapaziada: morri numa grana de táxi para voltar pra casa - não podia simplesmente virar as costas para ela, meu pequeno lado cavalheiro me forçou a pegar o carro dela, leva-la até sua casa – alias, um belo apartamento na Vila Mariana – deixa-la sã e salva e tudo o mais.

Mas bancar o bom-moço teve sua recompensa – vocês tinham que ver ela vermelhinha de vergonha na salinha do café hoje pela manhã, que delicia – além do e-mail de agradecimento decorando minha caixa de entrada agora a pouco, dos olhares de esguio lançados, sorrisos de gratidão e etceteras...deveria morrer de vergonha de mim mesmo, mas acho que vou ter que me aproveitar de mais um casamento falido nessa vida...he he he...o mais divertido é estar escrevendo isso tudo praticamente de frente para ela...ah, pequena Helena...


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

E a vida pode até ser engraçada, mas o forte dela sempre foi a ironia.


De repente você se pega num dos seus botecos favoritos, desgraçadamente sóbrio por malditas ordens médicas, vendo um joguinho nojento de fulana-quer-beltrano-que-quer-sicrana-que-não-caga-nem-libera-a-moita, ou algum outro joguinho que fode com a autoestima de uma garota que deu o azar de ter uma amiga mais gostosa ou apenas mais biscate, ou que deu o azar de se encantar por um completo babaca...e do outro lado vê um cara passar horas gastando lábia com uma garota, apenas para ela ter o prazer de posar de gostosa e acabar a noite tascando um beijo num outro qualquer, com cara de pica-amiga...

...enfim, voltando...e começa a pensar sobre as marcas que cada um deixa nas pessoas que toca...e fica pensando em quantos caras conheceram garotas que conheceram caras por esses caminhos da noite, e pensando em quantos passam horas olhando para um celular que nunca toca, ou atualizando o hotmail esperando um certo e-mail chegar, ou consultando facebooks, orkuts e twitters da vida, enquanto do outro lado dessa conexão maluca um outro alguém faz o mesmo, tudo numa extensa e talvez infinita corrente de encontros e desencontros...corrente que poderia ser facilmente quebrada se um dos dois lados tivesse colhões o suficiente para dar um pé na insegurança e tentar viver algo inseguro porém intenso...e pensando em como decisões e protocolos afastam as pessoas, como o status quo marcado em carimbos de cartórios empoeirados fodem com a vida das pessoas por materializarem uma postura medíocre e hipócrita...

Argh, e percebe que precisa urgente de um belo porre, um senhor porre, daqueles que deixa uma ressaca que faz você se sentir como um cachorro que levou um chute na cabeça!! – alias, como diria um velho blues...que em outro trecho diz algo sobre você não poder comprar o que deseja numa prateleira do Mappin...parafraseando...


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011


Hoje pela manhã, na salinha do café, peguei um pedaço de conversa que me deixou simplesmente pasmo, e acima de tudo, indignado.

Duas biscas aqui da corretora estavam comentando sobre os orçamentos de decoração do casamento de uma delas.

Sabem quais eram os valores?

VARIAVAM ENTRE 12, 15, 20, 28 MIL REAIS PARA DECORAÇÃO DE UMA IGREJA NUMA PORRA DE CASAMENTO!!!

Isso mesmo, caros amigos, a moçoila casadoira tem orçamentos que vão de 12 a 28 mil reais só para decorar uma igreja, ou seja, vai gastar o equivalente a um carro em paninhos, arranjos de flores bregas e velinhas, tudo pelo prazer de fazer uma “cerimônia dos sonhos”, segundo palavras dela própria – blargh!!

Isso sem falar no que vão gastar de lua de mel(rda) – 12 mil reais por uma semana num muquifo de luxo (deve ser no castelo do Rei da Cornualha, pelo preço!!), oito paus de vestido (falando em vestido, vejam a serie de “o que fazer com o vestido de noiva da sua ex” no blog do colega de canalhice Alex B., o link está ai do lado), entre outras despesas – ou seja, vão gastar o equivalente a um pequeno apartamento apenas para se enforcarem.

Tudo bem, o dinheiro é deles e eles enfiam goela abaixo o quanto quiserem, mas não ficaria mais barato comprar logo um par de conjuntos de ball & chain?he he he

Detesto soar como uma ave agourenta, mas conheço o bundão do noivo e a bisca (bem gostosinha, beija bem e tem um belo par de peitos por sinal) da noiva...sei não, sei não, mas acho que as dividas para pagar tudo isso  vão durar mais do que o casamento em si.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Minha vida acabou!!

Falei pra vocês que na semana passada a minha doce psycholawyer (engraçado como sempre penso nela com cara de maluca e uma faca ensanguentada na mão...) me ligou?



Pois é, eu ainda convalescente, zoado por uma pancada de remédios – tentem depois dos 40 e poucos tomar um remédio para o fígado que não lhe foda com o estomago, daí vem um remédio pro estomago que dá enjoo, ou tontura, ou algum outro efeito colateral – quando ela me ligou; conversa vai, conversa vem, ah não vi mais você em tal lugar, ah você nunca mais me ligou, ah blá-blá-blá, quando de repente, sem o menor aviso ouvi algo que me arrasou, meu coração foi partido, minha existência perdeu o sentido e minha vida se tornou miserável e amarga – he he he

“Não aguento mais essa amizade superficial com você!! Você partiu meu coração e nunca mais vou confiar em você!! Nunca mais quero falar com você” – ela esbravejou, com um tom de raiva na voz que sinceramente me surpreendeu, pareceu algo extremamente doentio – mesmo para os padrões elevadíssimos de psicopatia da moçoila.

Eu não sabia se começava a rir, o que provavelmente teria levado a uma gargalhada quase histérica, ou se pedia para ela repetir, apenas para ouvi-la bufando de novo.

“Você não vai dizer nada!?!?!” – berrou de novo. “Não vai se defender?!?!” – continuou berrando.

“Não” – respondi – mas não foi um “Não” normal, foi mais naquele tom de voz “Não, na verdade nem ligo, fico até contente”, sabe qual?

Em seguida ela desligou o telefone. E acho que nunca antes na historia desse país um tom de linha caída soou tão bem, tão pacificador.

Como vou viver agora sem essa maluca no meu pé? He he he




Praticamente à beira da depressão

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Voltando no 100!!

Porquê andei sem escrever nos útimos dez dias?

Sem melodramas, simplesmente estava um caco – um caco do tipo dez dias de licença médica em casa, não do tipo ligeira ressaca no domingo de manhã.

Aliás podemos considerar como uma gigantesca ressaca, resultado de excessos acumulados ao longo de uma vida inteira – hey, não me orgulho da bagaceira toda, mas também não tenho como negar que tenho me divertido pracarai...he he he...falando nisso, se alguém tiver um kit estômago + fígado pra fazer um rolo, me avisem!!

Daí fui olhar este simpático blog, muito bem definido por uma das nossas mais simpáticas visitantes costumeiras como “sujo e engraçado”, e percebi que esta é a postagem de número 100!!

Cem posts, alguns longos, outros apenas uma imagem para expressar o humor do dia, alguns divertidos (pelo menos para mim!he he he), outros ácidos que chegam a respingar bílis, alguns protetoramente cafajestes, outros que beiram o equivalente escrito a uma cirurgia de peito  aberto. Já falei do meu pai, de alguns amigos que sumiram no mundo – ou que já não estão mais nesse mundo (sad but true), já falei de musas questionáveis adoráveis, e de algumas que sinceramente preferia nunca ter cruzado na noite, já tirei sarros de amigos e dos babacas aqui da Corretora, tudo isso protegido por um covarde anonimato – vocês não fazem ideia de como é confortável saber que quem lê esse blog não me conhece pessoalmente e vice-versa – algumas das minhas musas questionáveis provavelmente me capariam se vissem como foram retratadas aqui...he he he...já falei de música, filmes e cada vez mais de sentimentos e humores.

Admito que quando comecei com este blog achei que logo perderia o sentido e o interesse, abandonando-o com uma meia dúzia de posts em algum canto obscuro da internet; confesso que me surpreendi quando começaram a aparecer comentários nos posts (alias, sou muito grato aos amigos “virtuais” Ana Cláudia e Alex B., pelas constantes mensagens e comentários), e me surpreendi ainda mais ao descobrir que diversão dos infernos escrever num blog poderia ser!!


Sei que muitas vezes beirei a ofensa, ou a misoginia (embora eu considere minha atitude muito mais próxima da misantropia, afinal de contas adoro as mulheres!! - uma noite de cada vez, he he he), e que às vezes os posts não fazem muito sentido para quem não está mergulhado na piscina de whiskey que ocupa grande parte da minha cabeça, mas tenham certeza de que aqui tudo será sempre 100% calculado para soar o mais sincero possível - brincadeirinha, se não fosse para expressar da forma mais direta e pura meus sentimentos, pensamentos e impressões, não teria mais sentido em manter o blog no ar.

Sem mais delongas, que venham mais 100 posts, ou quantos meu fígado aguentar!!