domingo, 2 de setembro de 2012
Ideias do fundo de uma garrafa
E o sujeito se pega pensando que, se um caixão tem seis alças para ser carregado, quando sua hora chegar vai sobrar alça. Ah, se vai.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Vai bancar o conselheiro, Chuck, vai!
Acho que ontem perdi uma das minhas musas questionáveis – não que vá fazer muita falta, mas é sempre chato magoar alguém. Sabem, ela é legal, é mais uma dessas doidas wickas/macumbeiras/sacerdotisas/sei-lá-mais-o-quê que cruzaram meu caminho (fala sério, eu pareço ser algum tipo de para-raios para esse tipo específico de maluca) mas ela é gente boa mesmo, fonte de umas cinco ou seis noites de prazeres bem proveitosas por ano, isso sem contar alguns telefonemas aham, calientes nas madrugas, enfim, uma presença sempre agradável – e até o último domingo, sem maiores dores de cabeça.
E pior que tudo que tentei fazer foi abrir os olhos dela pra vida. Humpf, quem manda ser bonzinho?
Explico, ou como diriam os mais letrados, contextualizando a cena: ela é uma quarentona, embora eu não tenha muita certeza da idade dela, afinal de contas um canalha contumaz como eu nunca cometeria a gafe suprema de perguntar a idade de uma musa questionável, mas calculo que ele seja uns dois ou três anos mais velha do que eu, o que a deixa talvez nuns 46 anos. Separada, vive a anos da pensão que recebe do ex-marido por conta dos dois filhos pós-aborrescentes, passa as manhãs enfiada numa das melhores academias de ginástica da região da Rebouças (devo confessar que com resultados simplesmente deliciosos...he he he), a tarde fica de rolê em shoppings, eventualmente faz algum cursinho (útil-pra-caraleo) de Confeitaria para donas-de-casas ou algo que o valha, ou se joga nos braços de algum dos seus amigos de fueda, como este que vos fala. Volta e meia aparece com alguma ideia maluca de sociedade com alguma amiga tão encostada quanto ela, ou com algum amigo dela de centro/seita/culto/sei-lá-o-quê, mas sinceramente nunca vi nenhuma dessas ideias de sociedade decolarem. E olha que costumo come-la em bases regulares a pelo menos uns cinco ou seis anos.
Mas vamos lá, a trágica perda; estávamos na madruga de sábado pra domingo naquele madorrento momento pós-coito, ela tentando enrolar ainda mais os pelos do meu peito, e eu tentando achar um jeito de manda-la pra casa pra poder dormir o resto da manhã de domingo. Lá pelas tantas, ela começou a reclamar da vida, que estava sem rumo profissional, e que lamentava por ter aberto mão dos estudos e da carreira na época de casada, que foi na onda do marido opressor, e blá-blá-blá, etc, etc, etc, e mais blá-blá-blá..., o pior é que venho escutando essas mesmas reclamações a pelo menos umas cinco ou seis trepadas, é sempre a mesma coisa, metemos que nem loucos por duas ou três horas, depois ela entra nessas crises de quem não tem o que fazer...ah, caras, não aguentei. Falei pra ela, do jeito mais cuti-cutis possível, que ficar choramingando por conta disso era uma atitude bem pouco digna, que ela devia agradecer aos céus pelos filhos saudáveis que tem (alias, pelo que andei vendo, a filha mais velha dela anda bem saudável no alto dos seus 19 aninhos...he he he...), que ao invés de ficar matraqueando ela poderia tentar estudar pra valer para um concurso (um dos projetos inventados nos últimos tempos), ou batalhar umas entrevistas de emprego com algum dos amigos habituais dela, se precisasse de ajuda com CV ou algo assim eu estava a disposição.
Pronto, a mulher surtou! Começou a despejar que na idade dela era complicado se realocar, que ela já tinha tentado entrevistas, que não era fácil como eu pensava...resumindo meia hora de esbravejamentos: eu sou um canalha arrogante insensível e ela saiu batendo a porta do meu apê como se quisesse rachar minha cabeça. Também, quem mandou eu sugerir que ela gastasse menos tempo na academia e mais tempo lendo os cadernos e sites de empregos?
É, é uma pena mesmo, realmente vou sentir falta de toda aquela elasticidade e do corpo maduro porém durinho cultivado em anos e anos de academiazinha.
sábado, 2 de junho de 2012
Dois gostos incompatíveis
Não, senhores, os dois gostos a que me refiro no título ai em cima não são liberdade e mulheres...he he he...embora sejam tão incompatíveis quanto os dois gostos que motivam o post.
E quais são esses gostos? Beber e dirigir. Não, calma ai, guardem suas tochas, ó multidões de linchamento, não falei beber e dirigir como atos contínuos, por que por mais canalha que eu possa ser não sou burro nem irresponsável. Estou falando de beber, ponto. E noutra ocasião, dirigir. E pensando nisso agora, talvez eu tenha herdado tais gostos justamente do velho coronel.
Bebida nunca faltou na casa onde fui criado, embora ficasse sempre restrita ao universo dos so-called adultos. O velho coronel era bem chegado num whiskey, gostava de bebericar fazendo pose de John Wayne. Na verdade não posso dizer que tenha qualquer lembrança do velho de porre, ou de ter visto algum tipo de abuso em casa motivado pelo álcool. Os abusos e exageros em casa eram motivados pela alto grau de cudeferrismo do velho militar. Meu adorado irmão, atualmente conhecido como senhor-tenente-coronel-herdeiro-do-paunocuzismo, ganhou um Johnny Walker especial qualquer quando se formou no Barro Branco. Claro que eu, como filho problema tendendo ao bastardismo, nunca tive tal honra, mas isso nunca me fez falta. Foda-se o JW especial do velho coronel, eu mesmo compro minha própria bebida desde, sei lá, meus 14 anos talvez? E porra, lá se vão quase 30 anos enxugando todas, pobre-coitado do fiapo de corpo inchado que chamo de fígado...he he he...
O segundo gosto, dirigir, especialmente dirigir noite adentro por esse inferno paulistano, também aprendi na casa do coronel; afinal de contas, por lá filho homem aprende a dirigir logo aos 15 anos, pra só formalizar a habilitação rapidamente aos 18, afinal de contas onde já se viu homem que não dirige? Engraçado que pra minha irmã a pressão foi oposta, quando ela falou em tirar habilitação, já aos 19 anos, tomou um puta dum esporro por ser considerada "moderninha demais, quase uma puta", nas sábias palavras quadrupedes do senhor coronelão. Que exemplo de justiça e equilíbrio, não?
E juntamente com minhas deliciosas e inesquecíveis musas questionáveis, dirigir e beber formam o tripé de prazeres da minha vida. Ainda bem que consigo mesclar minhas musas com os outros dois...he he he...
Quando a noite é de beber, e a maioria das noites acabam sendo, tenho duas escolhas: ou bebo como hoje, em meu apartamento, olhando as luzes da cidade pela janela, ou desço até um dos meus botecos favoritos, que em sua maioria ficam a poucas quadras de onde moro, e me encharco perante os olhos do público, de preferencia na companhia volátil de alguma de minhas musas questionáveis. Gosto de beber, gosto mesmo. Gosto do sabor do malte ou do que for, gosto da forma como pensamentos chatos morrem afogados a cada gole, gosto como as mulheres ficam mais bonitas e suportáveis a medida que as doses se sucedem. Isso, sou um porco chauvinista, foda-se. Mas fato é, gosto muito de beber.
Assim como gosto demais de dirigir. Seja carro, moto, ou o que for, gosto do movimento, especialmente quando posso dirigir pelo simples prazer de estar em movimento, sem horário a cumprir ou destino certo. Claro que dirigir nessa cidade fica cada dia mais aborrecido, por causa do transito filho da puta. Por isso meu grande tesão é dirigir madrugada adentro. Simplesmente pegar meu carro e rodar, sem muita velocidade, apreciando o movimento, as luzes, as pessoas. Eventualmente passar num desses lugares lotados de candidatas a musas questionáveis, e olhar o movimento. As vezes acabo seguindo para um certo bairro da cidade, relembrando um certo prédio, um certo apartamento que não cheirava a gatos, apesar de sua dona deliciosa ser, como eu, uma apreciadora dos felinos. Assim como as vezes, e podem me chamar de canalha à vontade, sigo para certos endereços onde sei que encontrarei uma bela acolhida, não importando o horário. Basta uma ligação, uma enrolada numa musa questionável de outros tempos, e garanto uma vaga para estacionar meu velho carro, se é que vocês me entendem...he he he...e algumas horas divertidas e suadas depois, sempre seguimos nossos caminhos separados.
Ando conseguindo conjugar todos meus gostos de uma única vez, ando saindo com uma musa questionável de lábios sempre vermelhos, cabelos deliciosamente cacheados e da cor da noite, e com ela posso beber a noite toda que no final da madrugada rodamos pela cidade, ela lindamente sóbria ao volante, eu bêbado como de hábito sentado ao seu lado, a cabeça encostada na janela vendo os prédios passando, as luzes da cidade alaranjando tudo, uma paradinha eventual quando o tesão bate. Pensando bem, até que foi uma boa ideia ligar para ela para nos vermos hoje.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Mais uma da soundtrack da minha vida
Fuçando como sempre meus velhos cds, encontrei mais esta pérola, que mais uma vez narra de forma preocupante minha vida social...he...he...he...
No more tears girl - dry your eyes
It's over now, no more lies
Nothing to tell you, nothing to say
Except sorry for all the pain
Hush child , it's just got to end
You know it wasn't meant to be
I'm always comin' up 'round the bend
Can't you ever see?
It's not your fault girl
Did all you could
Can't ya see that I'm just no good
You ain't the first, you ain't the last
In my rough 'n' tumble past...
No more tears girl - dry your eyes
It's over now, no more lies
Nothing to tell you, nothing to say
Except sorry for all the pain
Hush child , it's just got to end
You know it wasn't meant to be
I'm always comin' up 'round the bend
Can't you ever see?
It's not your fault girl
Did all you could
Can't ya see that I'm just no good
You ain't the first, you ain't the last
In my rough 'n' tumble past...
sábado, 5 de maio de 2012
História de duas mulheres e um álbum de blues
Da minha janela, vejo o estrago que a so-called "Virada Cultural" faz nas ruas do Centro, enchendo-as com todos os tipos de idiotas - ok, nem todos são tão idiotas assim, mas os poucos que se salvam acabam diluídos no meio da turba ignóbil.
Então resolvo que tenho aqui mesmo tudo que preciso para passar a noite, abro mais um Jim Bean e começo a revirar velhos discos, o que me leva a resgatar uma pequena pérola, direto de 89 ou 90, uma dessas bandas inglesas boas demais para ser verdade, mas que nunca tiveram o menor vestígio do reconhecimento que mereciam.
E ouvindo aquelas velhas conhecidas, duas mulheres me vem à cabeça - a primeira, talvez a mais doce de todas as minhas amigas, tão doce que qualquer plano de alcova que eu tivesse inicialmente se perdeu em meio a tanta amizade e carinho, que um dia chegou na micro-república que chamava de casa na época de faculdade com uma fita K-7 entre os dedos e um cigarro pendurado em seu sorriso, pulando de alegria como sempre pulava ao descobrir algo novo, fosse uma banda, um artista plástico udi-grudi diferente, ou simplesmente um novo caminho entre o alto da Lapa e a Vila Mariana, enfim, aquele sorriso de quem está de bem com a vida mesmo quando a vida lhe fode de quatro, e numa tarde de meio de semana me apresentou a essa banda, que mais de 20 anos depois ainda me toca quando toca; a segunda, talvez a mais típica de minhas musas questionáveis, praticamente um modelo a ser seguido por tantas e tantas, que só acabou associada a essa banda por motivos obscuros, da mesma forma como me lembro do meu quarto da época, de estar sentado a frente da velha televisão, vendo um filme de cowboys qualquer, de estar me vestindo e ouvindo aquela musica, sabendo que iria encontra-la na noite, encontrar aquela musa escolhida pela singela informação de que fazia uma boquete delicioso, e sabendo de sua carência, e de que ela ainda andava com o velho bando de jovens pistoleiros por nutrir uma vaga esperança de conquistar o seu eleito, mas como enquanto tentava cativa-lo foi se enrolando com um (que fez a gentileza de espalhar a história do boquete entre a turba), depois com outro (este canalha aqui, by the way), até que acabou vendo seu príncipe encantado se encantando por outro tipo de princesa - e pelo que me consta, eles ainda estão miseravelmente juntos. Ainda me lembro como ela corria desesperadamente para a missa nas manhãs de domingo depois de pecar duas ou três vezes bem pecadas no sábado a noite, se refugiando num desses grupos de jovens religiosos.
E sentado aqui, matando mais uma dose, fico pensando nelas, tão opostas, tão diferentes em tudo, fontes de memórias tão diferentes mas tão próximas, e pensando em como posso me lembrar com tanto carinho da primeira, my sweet lil sister, e tantas e tantas tardes que passamos juntos, bebendo e fumando, rindo e chorando, deitados no carpete do meu quarto e viajando nas manchas de bolor no teto, e com tanta indiferença da segunda, que no final das contas tentou se tornar especial para mim (ou para alguem, qualquer um, pelamordedeus!!) com tanta intensidade, com tanto desespero, tudo que consigo me lembrar dela é de como realmente fazia um fellaccio inesquecível, além de um dom natural impressionante para usar um belo par de seios extralarge absolutamente naturais, em atividades espanholas.
Vamos lá de novo, onde está o botão de repeat all desse aparelho de som?
quarta-feira, 28 de março de 2012
Você realmente se importa tanto assim com o que as pessoas pensam, Pepper?!?!
Sweetie Pepper, eu não te entendo!
Você sabe bem como nos conhecemos, naquele boteco onde você costumava ficar de doorwoman (alguns afetados chamam de hostess, vai lá), eu caindo de bêbado, a musa questionável da noite tinha ido ao banheiro ou ido fofocar algo com suas amigas, ou enfim, tinha sumido, e você me encarou com esses olhos que se mascaram de sorridentes, e nos aproximamos e antes de trocarmos uma palavra nos beijamos. E antes que a musa questionável #1 reaparecesse eu soube que era com você que queria terminar a noite.
Mas ela voltou, me agarrou e me beijou na frente de você e das meninas do bar, me arrastando para o outro lado do boteco, e ao longo da noite eu te procurei a cada brecha, te beijei, e tudo que você fazia era sorrir pra mim e me dizer que não queria apanhar de ninguém, que estava tudo bem do seu lado e me deu seu celular, seu e-mail e seu blog – que eu bebadamente idiota perguntei se era de poesia, como se tudo que uma garota bonita de sorriso radiante e olhar tristonho pudesse escrever fosse poesia, by the way...
E nos ligamos, nos teclamos, nos conhecemos ao longo de dias sóbrios e noites ébrias, e logo descobri que, quando nos beijamos, você, como eu, também tinha seu quinhão de culpa, com seu noivinho e - ora vejam só, ela está de casamento marcado!! Mesmo que fossem raras suas escapadelas para rápidos happy hours no final de tarde, em meio a penumbra entre nossos mundos, mantivemos contato de tantas formas, as vezes um papo rápido pelo msn, ou um telefonema no meio da tarde. E acompanhei seu blog, percebendo nele algumas lagrimas por trás do sorriso, e conversamos, e você me contando, como a um velho amigo, dos seus problemas no casamento de meros seis meses, de como seu maridinho aparentemente preferia sites de mulheres seminuas a trepar com você, ainda me lembro como você estava arrependida antes mesmo de casar, e etc, etc...
Então segui comparando o que você postava no seu blog, como os sentimentos que desabafava em nossas conversas, uma distância tão estranha, lágrimas falando comigo, sorrisos e declarações banais de “amor I love you, UUU” no blog, e tantos post valorizando “olha-que-fofis-o-que-meu-morecuxo-postou-no-facebook-dele-pra-mim” seguidos de desabafos via e-mail do tipo “esse-filho-da-puta-não-me-come-mas-vive-na-punheta-na-internet”, ah, enfim...SERÁ QUE VOCÊ SE IMPORTA TANTO ASSIM COM O QUE AS PESSOAS PENSAM?!?
Huum, ou será que você gosta de fazer a linha de mulherzinha mal-comida pra receber um pouco de colo aditivado do velho canalha aqui? He he he
sexta-feira, 23 de março de 2012
Não é lindo...
...abrir sua caixa de entrada e encontrar um e-mail com o título "Thousand of horny sluts waiting for you!!"??
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