quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Já que me meti a falar de música agora...

Nunca fui muito fan do trabalho dos Paralamas, sempre achei a mistura de pop-rock com ska e reggae deles chata demais, e algumas letras muito presunçosas; mas não posso negar que eles acertaram na mosca com os versos

“Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei, daonde vem o tiro “

 E só eu sei como está foda de saber daonde esperar um tiro ultimamente!

Não digo que seja o caso deles, mas algumas bandas parecem ter sido montadas apenas para fazer uma determinada música, um único fôlego que vale e justifica toda uma carreira de irrelevâncias – mais ou menos como A Flock of Seagulls e sua insuportável “I ran”.

Mas de qualquer forma, esse trecho é poderoso demais, quase uma trilha de algumas noites – e principalmente de alguns relacionamentos com certas sociopatas viciadas em véu & grinalda. He he he.



E já que tô metido a crítico agora, em breve publicarei aqui meu artigo sobre a infindável influência da vanguarda underground teatral bolchevique do primeiro triênio da década de 1820 sobre o movimento Pink Panther ocorrido durante os primeiros meses de 1971 em Greenwich Village.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma ode aos invisiveis, ou o mais próximo de um tratado de sociologia que este blog inútil consegue chegar

Já repararam que algumas pessoas são quase invisíveis?

Eu defendo uma tese – morte por enforcamento a todos os engravatados! Sério mesmo, trabalho no meio de um bando de imbecis (com algumas exceções, mas desgraçadamente poucas) que se acham os escolhidos dos deuses por trabalharem de terno e gravata ou com um daqueles irritantes tailleurzinhos que deixam toda mulher com jeito de sargento, andando pra cima e pra baixo com o crachá da Corretora pendurado quase na testa, mesmo na hora do almoço.

Eu sei, eu também uso terno e gravata, mas me refiro à atitude de cada um. E é ai que entra o que comentei sobre pessoas invisíveis.

E não são poucas pessoas não, meu camarada; os invisíveis formam um exercito de centenas de milhares (milhões?!?) de faxineiras, vigias, tiazinhas do café, galera da manutenção em geral, gente que muitas vezes não recebe nem um bom-dia por parte desse bando de engravatados inúteis, com seus diplominhas de faculdades de quinta categoria.

Me dá nojo quando vejo que até o uniforme dessas pessoas é calculado para serem invisíveis; me dá nojo ver um engravatado se espremer para desviar de um invisível sem nem ao menos dar bom-dia! Porra, você pode botar a Gisele Bundchen (tive que pesquisar no Google o nome dessa gostosa....he he he) num desses uniformes que é capaz desse bando de otários nem reparar nela.

Agora mete um idiota qualquer num terno Armani, com óculos escuros e com o cabelo ensebado de gel e solta o cara para andar entre as mesas com cara de chefe – você vai ver neguinho mudando de caminho só para dar bom-dia pro sujeito.

Outro dia cruzei por acaso no metrô com uma das garçonetes de um dos meus botecos favoritos; a menina pareceu ficar feliz por eu te-la reconhecido, de tão acostumada a ser ignorada pelos bebuns que nem  sabem quem ela é, que fazem seus pedidos de olho nos peitos da moça (e que belo par de peitos, by the way). São animais assim que perdem a chance de conhecer uma garota ralada pracarai, que aos 22 anos trampa o dia inteiro como assistente de enfermagem, faz faculdade a noite e ainda atura bebuns num boteco sujo de final de semana para poder chegar ao fim do mês e continuar sonhando em comprar um Peugeoutzinho para poder ser feliz.

Então, meus amigos, se algum dia todos os engravatados do centro de São Paulo aparecerem enforcados com suas gravatas contrabandeadas, vocês sabem de quem foi a ideia.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

The Who was bigger than Beatles!!



The Who was bigger than Beatles!!

No one knows what it's like to be the bad man
To be the sad man behind blue eyes
No one knows what it's like
To be hated, to be fated to telling only lies

Pronto, falei! Não suporto ver a forma como todo mundo ignora o The Who e fica babando ovo para Beatles e Rolling Stones.

But my dreams, they aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance that's never free

Pra mim, Who era muito melhor do que aqueles quatro afetadinhos de Liverpool – acho que ali só mesmo George Harrisson tem o meu respeito, muito mais pelo que fez sozinho do que na banda; os Stones são ok, mas superestimados – ou eles fizeram algo que prestasse depois de 79?

No one knows what it's like
To feel these feelings like I do and I blame you!
No one bites back as hard on their anger
None of my pain and woe can show through

Agora o Who, irmão, eles foram grandes, de verdade! Claro que não digo isso no sentido babaca de quem vendeu mais disco ou fez mais biscatinhas e almofadinhas se descabelarem ao redor do mundo, mas se você não está entendendo o que quero dizer quando digo que The Who foi a maior banda da historia do rock’n’roll, esqueça, nem vou perder meu tempo explicando.

But my dreams, they aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours only lonely
My love is vengeance, that's never free

Não sei quanto a vocês, mas pra mim Pete Townshend & Cia lançaram alguns dos maiores petardos que já cruzaram os céus britânicos, uma obra que praticamente resume o andar da carruagem de alguns sujeitos nesse mundo – myself include, WTF!!

When my fist clenches, crack it open
Before I use it and lose my cool
When I smile, tell me some bad news
Before I laugh and act like a fool

E por favor me poupem dos e-mails de ódio pelo que falei ali em cima sobre os quatro rapazes fofinhos de Liverpool – opinião é que nem traseiro, cada um tem o seu e ninguém pode meter o bedelho. Sim, hoje estou destilando veneno, bronqueado, de ressaca e sem paciência para fans de Beatles.

And If I swallow anything evil
Put your finger down my throat
And If I shiver, please give me a blanket
Keep me warm, let me wear your coat

Afinal de contas, só existe três tipos de fans piores do que os dos Beatles – fans de Raul Seixas, fans de U2 e o TOP OF THE MALAS fans de Legião Urbana.

No one knows what it's like to be the bad man
To be the sad man behind blue eyes

Bom dia pra vocês também!!Humpf!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Regra de ouro do Tio Chuck, ou como até mesmo o pior dos canalhas tem princípios!!


Lembram-se das Regras do Manual do Tio Chuck?

Pois é, acho que a número 0, a pedra primordial do meu modesto manualzinho, é a de nunca, nunca, mas nunca mesmo me meter com mulheres casadas, enroladas, noivas, ou comprometidas em geral; essa regra, senhoras e senhores, é a única que não permite exceções – e olha que muitas vezes o Manual se sente rasgado e ignorado, como já devem ter reparado!

Claro que geralmente só depois de estarmos em estágios avançados de conhecimento bíblico, digamos assim, que vou descobrir que a musa questionável da noite é, por exemplo, noiva (em algum lugar do blog eu tenho um post sobre essa musa específica, estejam a vontade para procura-lo), mas nesses casos, apenas me afasto discretamente, meio de lado, ou como me disse uma vez uma deliciosa musa-oriental de meus anos de juventude, saindo à francesa.

Ai alguém vai me apontar o dedo na cara gritando, indignado:  – A-há, Chuck, que falso moralismo de merda é esse?!?; calma lá, minha gente, não pensem que me afasto de musas ”comprometidas”, como diria a minha nonna, por alguma vontade secreta de preservar e cultivar a sagrada e tradicional família brasileira.

A única coisa que quero preservar é o meu belo e tatuado couro, meu camaradinha!

Pensem comigo, pensem numa mulher que já é enrolada, e tá se pegando na noite com um tipo como eu.

Aqui podemos ser ingenuamente otimistas e achar que ela é das minhas, que compreende e aceita certos acontecimentos noturnos pelo que eles são, pequenos momentos de prazer etílico-sexuais sem maiores compromissos e vai naturalmente ser a primeira a sumir depois de uma noite bem vivida. Ou na melhor das hipóteses (santa ingenuidade, Batman!!) vai se dispor a ser mais umas das raras amigas com quem posso usufruir eventualmente de bons momentos de b&f (beberagens & fornicagens, he he he) sem maiores dores de cabeça.

Mas, se conheço as mulheres que se envolvem com este para-raio de maluca que vos escreve, claro que ela vai ser uma daquelas mulheres megacarentes, do tipo que procura no braço de estranhos emoções e sensações que fogem ao seu dia-a-dia Casa da Barbie, ao seu mundinho cor-de-rosa banal. Ou seja, se eu der mole, se eu der brecha, ela vai acabar se envolvendo, vai acabar sofrendo, vai começar a me aporrinhar, e pode até mesmo fazer uma loucura tipo largar o marido dela (hey, eu tentei evitar, ok?), ou vai inventar alguma historinha cretina para o namoradão playboy vir atrás de mim para “tomar satisfação com o folgado que mexeu com a minha mina!” (praticamente uma transcrição literal de uma bobagem que já berraram na minha cara...he he he...)

(Não sei bem porquê me lembrei de um verso de um velho blues dos anos 50, you better hurry to get a piece of me , baby!, vai ver é uma daquelas famosas peças que o lil devil do inconsciente costuma nos pregar)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Roubado do blog de uma das minhas musas questionáveis:

Nota: normalmente evito de repostar (existe esse verbo??) coisas de outros blogs, mas nesse caso abrirei uma exceção; vocês vão reparar que valeu a pena.

"Há uma distinção médica clara entre ter peito e ter culhões. Mas você sabe REALMENTE a diferença entre ambos?

- Aqui vai uma explicação simples, pra tentar esclarecer essas diferenças:

TER PEITO - É chegar em casa tarde da noite, após uma balada com os amigos, e ser recebido por sua mulher segurando uma vassoura, e ter peito de perguntar:
**" - Ainda está limpando a casa, ou vai voar para algum lugar?"**

TER CULHÕES - É chegar tarde da noite em casa, após uma balada com os amigos, cheirando a perfume e cerveja, batom no colarinho, e ter culhões de dar um tapa na bunda da sua mulher e dizer:
**" - Você é a próxima, gorducha!"**"

Fala sério, esse post TINHA que constar aqui!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ainda falando de músicas e suas viagens inevitáveis

Sábado passado encontrei um dos meus botecos favoritos agradavelmente vazio, apenas eu e mais uma meia dúzia de bêbados apreciávamos o lugar. Eu gosto de lugares vazios, embora isso diminua bastante a probabilidade de encontrar alguma nova musa questionável.

Mas no sábado foi bom, era uma noite para boteco vazio mesmo.

Uma das melhores coisas desse boteco é uma velha jukebox, que parece saída de algum filme dos anos 50 – quase é possível ver algum sujeito tentando ser James Dean enquanto escolhe uma canção de Rick Nelson, ou algo assim.

Enquanto eu enxugava minhas doses on the rocks, um dos bêbados de plantão selecionou uma das minhas músicas favoritas na jukebox. Mas é REALMENTE uma das favoritas, dependendo do humor ela entra no TOP 3.

Na verdade a letra dela é uma tremenda bobagem (Deus sabe quantos neurônios o pessoal da banda já devia ter queimado quando a escreveu), mas logo aos primeiros acordes sou arrancado do mundo atual e arrastado de volta aos anos que perdi fora de circulação no começo dos anos 90 – não vou dizer o motivo, mas podem ficar à vontade para escolher entre algo como seminário, faculdade, cadeia, Marinha Mercante, ou uma simples bad trip on the road longa demais. O que importa é que eu estava fora de circulação, e sentia uma falta danada da minha liberdade, dos meus amigos, da minha garota (veja que rapazinho bonzinho eu era na época, humpf?), enfim, sentia uma tremenda falta de ser eu mesmo. Como se aquele moleque grunge pudesse valer alguma coisa, humpf!

E foi exatamente numa das minhas breves folgas (ok, mais adequado seria dizer fuga) nesse período que conheci essa musica, que pra mim foi uma novidade tremenda, já que onde eu estava éramos proibidos de ouvir algo que não fosse digno de uma maldita trilha de novela das oito. E ainda me lembro exatamente desse momento, na kitinete de um dos velhos camaradas, estávamos sentados a mesa, fumando, bebendo e jogando conversa fora com a MTV rolando solta (lembrando, compadres, na época a MTV ainda tocava musica de verdade!!).

E por algum desses motivos mnemônicos inexplicáveis, embora tantas outras coisas dessa mesma época tenham ficado borradas pelo álcool – e como sempre houve álcool demais! – gravei essa cena, esse momento, na minha mente e sempre que ouço essa música me lembro claramente de um velho amigo, que ficou pelo caminho como tantos outros – God bless you Flea, whatever you are! Uma daquelas agradabilissimas más-companhias que tornam a vida da gente extremamente mais divertida.



E obrigado ao AA (alcoolatra anonimo) que botou essa música para tocar na velha jukebox - fico lhe devendo uma dose do seu veneno favorito, seja ele qual for!