sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pequenos momentos canalhas - parte I

Uma noite qualquer, o sujeito fazendo argolas com a fumaça do cigarro e mirando o teto com um olhar distante, naqueles famosos momentos de relaxamento pós-coito, quando a garota ao seu lado se vira pra ele e passa a encara-lo com um daqueles insuportáveis olhares fofinhos, do tipo coração-apaixonado-só-escuta-a-propria-voz-e-ninguem-mais...

- O que você está me olhando? – pergunta o sujeito.

- Estou com medo de dormir, e quando acordar você não estar mais aqui... – responde ela, com aquela voz grudenta de tão melosa que só mesmo uma mulher apaixonada sabe fazer.

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E semanas depois, ao encontra-lo no mesmo bar onde se conheceram, ela ainda tem a cara de pau de perguntar por que ele não responde mais aos seus recados na secretaria eletrônica...

He he he

...come crashin' like a drunk on a bar room floor...

Tem alguns caras que realmente parecem relatar, em seus velhos blues, trechos da vida de sujeitos como eu...isso eu chamo de arte, baby!!

I know what it's like to have failed baby
With the whole world lookin' on
I know what it's like to have soared
And come crashin' like a drunk on a bar room floor

Now you got no reason to trust me
My confidence is a little rusty
But if you don't feel like bein' alone
Baby I could walk you all the way home

Well now our old fears and failures
Baby they do linger
Like the shadow of that ring
That was on your finger
Those days they've come and gone
Baby I could walk you all the way home


Love leaves nothin' but shadows and vapor
We go on, as is our sad nature
Now it's some old Stones' song the band is trashin'
If you feel like dancin', baby I'm askin'

It's comin' on closing time
Bartender he's ringin' last call
These days I don't stand on pride
And I ain't afraid to take a fall
So if you're seein' what you like
Maybe your first choice, he's gone
Well that's all right
Baby I could walk you all the way home
Baby I could walk you all the way home

segunda-feira, 4 de julho de 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

...a gentleman will walk but never run...

Adoraria dizer que se trata de um velho blues, mas essa levada está mais para a lil’ jazzie, um pouco fora do meu habitual mas perfeita para os dias de hoje, quando ando me sentindo meio como um peixe fora d’agua – ou um cachorro num mundo de gatos...

I don't drink coffee I take tea my dear
I like my toast done on one side
And you can hear it in my accent when I talk
I'm an Englishman in New York

See me walking down Fifth Avenue
A walking cane here at my side
I take it everywhere I walk
I'm an Englishman in New York

I'm an alien I'm a legal alien
I'm an Englishman in New York
I'm an alien I'm a legal alien
I'm an Englishman in New York

If, "Manners maketh man" as someone said
Then he's the hero of the day
It takes a man to suffer ignorance and smile
Be yourself no matter what they say

I'm an alien I'm a legal alien
I'm an Englishman in New York
I'm an alien I'm a legal alien
I'm an Englishman in New York

Modesty, propriety can lead to notoriety
You could end up as the only one

Gentleness, sobriety are rare in this society
At night a candle's brighter than the sun

Takes more than combat gear to make a man
Takes more than a license for a gun
Confront your enemies, avoid them when you can
A gentleman will walk but never run


If, "Manners maketh man" as someone said
Then he's the hero of the day
It takes a man to suffer ignorance and smile
Be yourself no matter what they say

I'm an alien I'm a legal alien
I'm an Englishman in New York
I'm an alien I'm a legal alien
I'm an Englishman in New York

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Constatações da janela do trem - parte VII

No térreo do prédio onde moro tem uma padaria, não dessas mega-padarias afrescalhadas, mas uma daquelas padocas bem simples, a um passo de virar um boteco – o lugar ideal para eu encostar meu traseiro e ler o jornal do dia, enquanto tomo um pingado com um pão na chapa, eventualmente um pão-de-queijo (essa minha mania de pão-de-queijo deve ter algo a ver com algumas musas questionáveis mineirinhas que já cruzaram meu caminho...he he he...).

E é dessa padaria que as vezes me pego xeretando pequenas cenas da vida alheia, vejo gente esperando ônibus, ou passando apressada pro trabalho, alguns ônibus lotados e todo tipo de gente. E hoje me peguei vendo uma jovem mãe (e que madrecita deliciosa, meus amigos!!) com sua filhinha de uns 4 ou 5 anos (sempre fui péssimo para adivinhar idades, especialmente de crianças) – a menininha com seu uniforme e suas tranças no cabelo, sua mãe (talvez uns 25 anos, talvez mais) com seus cachos ruivos (parem as máquinas, pelas sardas na pele delirantemente branquinha e pela cor do cabelo trata-se de uma ruiva legítima!!!) domados num corte na altura das orelhas, ambas agasalhadas com pesados capotes, cachecóis e gorros, e enquanto esperavam seu ônibus brincavam com um daqueles jogos típicos das meninas, com direito a cantiga, tapinhas de mão em mão (escravos de Jô é o que me vem a mente, mas ainda brincam disso?!?!), e elas riam a cada parada (imagino que cada vez que uma mão “perdia” ou algo assim) e pareciam não se importar com o mundo ao seu redor, nem com o frio, nem com a demora do ônibus. O tipo de cena que me parece sempre em câmera lenta, com a câmera meio esfumaçada, como se vista à partir de uma janela envolta em neblina.

Não sei bem, mas acho que não vi uma aliança naquela mão esquerda, e não vi sinal de que a tal aliança fizesse falta – seria um caso de single mammy, ou de mãe separada criando sua filha, ou talvez haja um marido que não pode acompanha-las (ou quem sabe um vagabundo preguiçoso demais para levar a própria filha à escola??).

Anyway, acho que é uma cena a ser preservada, mesmo que o mundo acabe jogando contra.

ou

Tio Chuck está ficando velho...he he he...qual será o telefone da jovem madrecita ruiva?

Now you're messin' with...uncle Chuck, sweetie!!

Senhores co-parceiros de canalhice, vejam o clássico abaixo e me respondam, do fundo de seus corações sujos – é ou não é A música? He he he

Heartbreaker, soul shaker
I've been told about you
Steamroller, the midnight shoulder
What they been sayin' must be true

Red hot mama, oh that charmer
Time's come to pay your dues

Now you're messin' with a (a son of a bitch)
Now you're messin' with a son of a bitch
Now you're messin' with a (a son of a bitch)
Now you're messin' with a son of a bitch

Talkin' jive and poison ivy
You ain't gonna cling to me
Minute taker, fall faker
I ain't so blind I can't see

Red hot mama, oh that charmer
Time's come to pay your dues

Tks, Nazareth!!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Choramingões de plantão, regozijai-vos!!


Antigamente, os Renatos Russos de plantão costumavam choramingar que seus telefones nunca tocavam nos finais de semana à noite; o tempo passou, e agora eles tem um excelente motivo para ficarem emoticamente felizes – afinal agora podem choramingar (vejam que bonitinhos!!) que o telefone não toca, o celular não chama, que nunca recebem e-mails carinhosos, que ninguém manda SMS para eles, que ninguém os segue no Twitter (incrível como esses bunda-moles adoooooram uma tuitada no meio do , aham, deixa pra lá...), que ninguém curte os videozinhos fofinhos que eles postam no Facebook...ó, mundo emo-cruel!!

Cambada de moleques bunda-moles!! Humpf!!


Semana que vem, minha postagem sobre minha cruzada pessoal contra a Brigada da Bundamolice!!

Bom feriado a todos, que tio Chuck vai pra praia com minha deliciosa amiga Karen!!