“Estudos comprovam que a posição sexual favorita da maioria das mulheres casadas é a de cachorrinho: o marido senta e implora enquanto a mulher rola pro lado e finge de morta!!”
segunda-feira, 16 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Violência e ignorância
Férias são um período estranho. Geralmente gasto grande parte das minhas férias viajando, visitando velhos lugares e lembranças, embora sempre reserve uns dias para aproveitar a cidade. Dessa vez, como são só dez dias e a grana estava curta, resolvi ficar só na parte do “aproveitar a cidade”.
E com mais tempo livre, acabo podendo prestar mais atenção ao mundo além da fronteira do Chuckworld, digamos assim. Sou um cara que costumo ler meu jornal todo dia de manhã enquanto tomo meu pingado (hey, não é pinga não, é café com leite mesmo!!) na padoca, mas nessas férias tenho parado pra ver um pouco de TV durante o dia também.
E foi justamente vendo um desses canais de noticias (alguma-coisa-news, escolha o seu favorito) que vi uma noticia estarrecedora, pra dizer o mínimo. Algo sobre um garoto que foi espancado na saída de uma balada em SC, por que estava acompanhado da garota errada, na hora e lugar errados. Sei que esse tipo de merda acontece com mais frequência do que se possa imaginar, e esse caso só veio a tona por causa de uma câmera de segurança que filmou tudo, mas não dá pra não ficar chocado.
Ok, acho que todo mundo já deve ter tido suas brigas e discussões por causa de uma garota, mas porra, como puderam chegar ao ponto de matar o rapaz, até facada rolou! E o que me deixa mais nauseado é a clara impressão de que a vida humana não vale mais nem meio pão mofado. Pelo menos para os marginais que emboscaram, espancaram e esfaquearam o garoto de SC não vale mesmo.
Mas também como esperar que um povo, que ao invés de buscar evoluir, ser melhor, mais inteligente, mais culto, parece gostar de ser tosco, de ser tapado, de se empanturrar de mediocridade e baixarias, saiba valorizar a vida humana? Um povo que parece cada dia mais orgulhoso de demonstrar publicamente suas mazelas, seu mau-gosto?
Infelizmente parece que nosso país está numa espiral de decadência moral cada dia pior, se afundando numa vocação pra baixaria que parece não ter fim.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Fechando o dia
Talvez a música abaixo seja o mais próximo que um verme pode chegar de uma prece, ou talvez seja só um velho blues perdido num disco de vinil.
Father time
I couldn't make her wanna stay
I couldn't seem to find the words to say
Now I have to live in yesterday
Father time
I thought that you were on my side
I thought that I could keep our love alive
I thought that I could keep her satisfied
The clock keeps tickin' and I keep on thinkin' 'bout you
I'm knockin' at the door of your heart but I can't break through
Father time
Grant me just another day
Of our love I tried to make her stay
Father time
Don't tell me it's too late
All my life you know that I would wait
Father time
Now she's gone
She didn't even say good-bye
I guess she didn't have the heart to try
She didn't even have the guts to lie
Father time
Only you can turn the page
And close the curtain on this empty stage
Only you can take my pain away
And my heart keeps breakin' and my body keeps aching for you
It's time to hold on but there's nothin' left to hold on to
Father time
Grant me just another day
Of our love I tried to make her stay
Father time
Don't tell me it's too late
All my life you know that I would wait
Father time
Father, father can't you see I'm depending on you
I'm dying at the door to your heart and I can't break through
Father time
Grant me just another day
Of our love I tried to make her stay
Father time
Don't tell me it's too late
All my life you know that I would wait
Father time
She's your child make her mine
Father time
I couldn't make her wanna stay
I couldn't seem to find the words to say
Now I have to live in yesterday
Father time
I thought that you were on my side
I thought that I could keep our love alive
I thought that I could keep her satisfied
The clock keeps tickin' and I keep on thinkin' 'bout you
I'm knockin' at the door of your heart but I can't break through
Father time
Grant me just another day
Of our love I tried to make her stay
Father time
Don't tell me it's too late
All my life you know that I would wait
Father time
Now she's gone
She didn't even say good-bye
I guess she didn't have the heart to try
She didn't even have the guts to lie
Father time
Only you can turn the page
And close the curtain on this empty stage
Only you can take my pain away
And my heart keeps breakin' and my body keeps aching for you
It's time to hold on but there's nothin' left to hold on to
Father time
Grant me just another day
Of our love I tried to make her stay
Father time
Don't tell me it's too late
All my life you know that I would wait
Father time
Father, father can't you see I'm depending on you
I'm dying at the door to your heart and I can't break through
Father time
Grant me just another day
Of our love I tried to make her stay
Father time
Don't tell me it's too late
All my life you know that I would wait
Father time
She's your child make her mine
Father time
...embora hoje a coisa esteja mais para outro blues...
If I could choose the way I’ll die
Make it by a bullet through my brain
‘cause the other way get too much pain
Night after night after night after night
Nada como uma poltrona velha prum traste inútil
No post anterior comentei que a noite passada adormeci na minha poltrona favorita. Acho que todo sujeito que rala o traseiro para ganhar a vida merece uma poltrona dessas, aquelas poltronas grandes de couro, reclináveis, com direito a um descanso para os pés (embora eu costume apoia-los no parapeito da janela). É o lugar ideal para se ler jornais, ouvir seus velhos discos e ficar pensando na vida.
Ou no meu caso ontem, ficar enchendo a cara, olhando a noite e pensando na vida até apagar. Ainda bem que tirei dez dias de férias da corretora, por que hoje a ressaca está brava demais. He he he...
Qual o motivo de encher a cara em pleno domingo à noite? Como se eu precisasse de um motivo pra me encharcar de whiskey, by the way...mas ontem era o mesmo motivo dos porres de outros anos, nessa mesma data de merda – Dia das Mães.
Eu sei, eu sei, é só uma data comercial qualquer. Sei também que um sujeito de 40 e poucos anos já não deveria mais se importar com algumas coisas, mas a verdade é que ainda me importo – não sei se foi uma boa ideia parar pra escrever depois de beber mais um tanto agora de manhã, mas foda-se, se o post ficar pessoal demais depois eu apago. Viva o botão delete!! (tem esse botão no blog?)
Mas a verdade é que dia das mães é uma merda. Por um lado, mal consigo ligar para minha mãe sem que algum dos meus adoráveis irmãos milicos atendam e façam aquela voz-de-cara-de-merda quando me identifico – hey, ninguém mandou ser o traste imprestável oficial da família-TFP-padrão, não é mesmo?? Depois, é ter o mesmo tratamento de merda por parte da minha linda progenitora, que visivelmente se arrepende amargamente de ter aberto as pernas na noite em que fui concebido (que falta fazia uma bela televisão nos anos 60, não Coronel??).
E daí o sujeito se pega pensando que deve ser mesmo um filho-da-puta, ou melhor, um FILHO-DA-PUTA em letras garrafais, pra própria mãe o tratar como um cachorro sarnento – ou como diria um amigo meu, o filho de um cão sarnento com uma ratazana de esgoto. E bebendo pra tentar esquecer esse pequeno domingo de merda, acabei pensando na minha primeira esposa, e em toda a merda que aconteceu quando ela achou que seria mãe – seriam o quê, uns 16 ou 17 dias-das-mães comemorados até agora?
Mas tudo bem, é só uma questão de continuar bebendo – e talvez continuar escrevendo conforme o porre for aumentando, nem quero ver as merdas que vão sair disso – e esperar o grande dia de agosto, esse sim o oficial GRANDE DIA DE MERDA!!
See u later.
...sanctuary...
Pra abrirmos bem a semana, deixo mais uma das minhas velhas e irritantes favoritas; essa em especial é daquelas músicas que me fazem marcar o ritmo e assobiar baixinho, aonde quer que esteja – e olha que essa banda nem é tão boa assim!! Faz os velhos ossos se sentirem vivos, you know?
O o que a torna uma fonte tão profunda de energia vital? Acho que o contexto de como e onde a conheci, e quantas vezes a ouvi enquanto viajava (se alguém falar que me viu dançando negarei até a morte - e me recuso a chamar aquilo de dançar, by the way!!) no velho porão de num dos meus botecos favoritos - boteco infelizmente fechado e sem a menor chance de reabrir.
Mesmo agora, com as costas arrebentadas por ter passado a noite na minha velha poltrona favorita (ninguém mandou apagar bêbado enquanto olhava o céu noturno paulistano, meu velho!) é inevitável sorrir ao ouvi-la.
Assim como é inevitável lembrar de certa noite, talvez em 89 ou 90, e da performance particular que uma linda Siouxsie-wanna-be fez com seus lenços negros ao som desses acordes. Cada lembrança que guardamos, não?he he he
Oh the heads that turn
Make my back burn
Oh the heads that turn
Make my back burn
Make my back burn
Oh the heads that turn
Make my back burn
The sparkle in your eyes
Keeps me alive
The sparkle in your eyes
Keeps me alive
And the world and the world
The world turns around
And the world and the world
The world drags me down
Oh the heads that turn
Make my back burn
The fire in your eyes keeps me alive
The fire in your eyes keeps me alive
I'm sure in her you'll find
The sanctuary
I'm sure in her you'll find
The sanctuary
And the world and the world
The world turns around
And the world and the world
The world drags me down

terça-feira, 3 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
"Do que você está rindo, Chuck?"
Sábado estava bebendo algo com a Karen
(aquela minha amiga maravilhosamente deliciosa de Santos, estejam a vontade para procurar os posts sobre ela pelo blog)
num boteco que vou raramente, um lugar arrumadinho demais para o meu gosto mas que ela adora
(e que tem umas mesas numa espécie de varanda coberta que são ligeiramente reservadas, perfeitas para um conversa discreta a dois)
quando de repente me passou pela cabeça que poucas coisas no mundo são mais prazerosas de se ver do que uma mulher bonita, inteligente, bem resolvida e senhora dos seus atos e do seu destino sorrindo de forma bem tranquila e natural, descompromissada mesmo, uma mexa de cabelo caindo sobre um dos olhos, aquele riso solto de quem está em equilíbrio consigo mesma.
Ou seja, uma mulher rara.
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