quinta-feira, 28 de abril de 2011

Saturday night feelings - #2

Sábado fiz o que faço melhor – fiquei vadiando pela noite paulistana, de boteco em boteco, sem procurar encrenca, me sentindo “o cara” com as minhas velhas botas de cowboy – hey, quem nunca quis um par de botas maneiras? (eu sei, eu sei, “nossa Chuck como você é emocionalmente imaturo às vezes...” – às vezes, baby?? He he he).

Daí, enquanto procuro por um pouco de salvação pra minha alma num copo de whiskey e num pouco de rock and roll (e que deliciosa é essa linha de baixo martelando no meu peito!!!), vejo uma garota solitária, desesperadamente mergulhada até o pescoço no pior tipo de solidão – o que dizia mesmo aquele garoto Agenor sobre solidão a dois?

E a garota esta ali na mesa em frente, o olhar embotado entre cervejas e fumaça de cigarros, como diabos ela parecia tão solitária enquanto o namoradinho parecia dar atenção a todo mundo menos a ela, e eu ali, do outro lado do salão mergulhado nas sombras da minha própria lavra, sem ser visto mas vendo tanto, vendo o desespero no olhar da garota, vendo o sujeitinho bancando o machão com seus amiguinhos, vendo a garota procurando das formas mais desesperadas possíveis chamar a atenção do bunda-mole com quem teve o azar de sair naquela noite.

E vejo a garota tragando um cigarro, segurando as lagrimas que não tem nada a ver com fumaça, olhando o poste como se buscasse uma luz no fim do túnel – sorry, baby, nesse túnel a única luz é uma porra de um trem desgovernado e em chamas.


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