segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Feliz Natal, por Tio Chucky

Eu, meu apê, uma garrafa de vinho bem gelado, os fogos estourando à distância, alguns velhos rocks rolando, celular desligado, nada demais...sem fantasmas de natais passados ou futuros.

Menos, é mais. Simplicidade e paz, ou paz na simplicidade, no silêncio.

Filme do final de semana, ou, como fazer country parecer interessante

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Por que alguém tem que saber do que fala

Eu não me atrevo a tentar traduzir essa música, provavelmente faria algo porco e perderia todo o sentido. Ela tem que ser degustada no original, vai por mim.

É uma música que fala sobre solidão extrema, sobre ser único, solitário e isolado, sem pares ou iguais, nesse mundo sujo.

Confesso que as vezes é inevitável me sentir assim.

Fica ai um (quase) presente de Natal.


"Jesus Was An Only Son"

Jesus was an only son
As he walked up Calvary Hill
His mother Mary walking beside him
In the path where his blood spilled
Jesus was an only son
In the hills of Nazareth
As he lay reading the Psalms of David
At his mother's feet

A mother prays, "Sleep tight, my child, sleep well
For I'll be at your side
That no shadow, no darkness, no tolling bell,
Shall pierce your dreams this night"

In the garden at Gethsemane
He prayed for the life he'd never live,
He beseeched his Heavenly Father to remove
The cup of death from his lips

Now there's a loss that can never be replaced,
A destination that can never be reached
A light you'll never find in another's face,
A sea whose distance cannot be breached

Well Jesus kissed his mother's hands
Whispered, "Mother, still your tears,
For remember the soul of the universe
Willed a world and it appeared

"...like a drifter I was born to walk alone.."

It's alright, she says

Well shes walking through the clouds
With a circus mind that's running wild
Butterflies and zebras and moonbeams and fairy tales
That's all she ever thinks about
Riding with the wind.

When Im sad, she comes to me
With a thousand smiles, she gives to me free
Its alright she says its alright
Take anything you want from me, anything
Anything.

Fly on little wing,
Yeah yeah, yeah, little wing

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Becoming Britney

Querida psycholawyer,

E-mail com link para suas fotinhos no facebook pra cima de mim? Fala serio, nem você deveria ser capaz de tal ato de desespero!!

Tudo bem, tudo bem, vi como você parece  mais magra, que mudou o corte de cabelo de novo (by the way, preferia o antigo, honey!!), vi  que ficou deliciosamente cheia de fetiche nessa microfantasia de soldadinha sacana que usou na festa de final de ano do escritório, mas falando na festa me diz uma coisa, quem é a loirinha vestida de policial que aparece abraçadinha contigo? Rola o telefone dela? He he he

Até tentei fazer uma propagandinha sua para um grande amigo meu, canalha do jeito que sei que você se amarra, mas ele não se animou muito – abre aspas:

“Chuck, olhei as fotos...muito bonita,mas tem um olhar de demência com avidez por algo ( um capacho,um escravo, talvez?) assustador, tô falando sério... brrrrr.”.

Será que ele falou isso pelo seu olhar de desespero mortal, de quem precisa de um homem pra poder agarrar e berrar “MEU, MEU, MEEEEEEEUUUUUU (esse último já babando e beirando a estridência!)? Ou é pelo sorriso de tubarão com os olhos arregalados, do tipo que quer morder e arrancar um naco pra guardar pra posteridade?




Sinceramente, procura uma terapiazinha, honey?

Nada como um belo final de semana!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Toda mulher tem algo a ser admirado, algo que nos faz perder a cabeça

um pouco de pele, talvez uma curva no pescoço, ou aquele ponto lindo entre ombro e pescoço

+

um colo lindo, quase uma promessa de belos seios

+

um par de belos olhos, profundos, densos, ou as vezes cristalinos como água

+

cabelos longos, bem cuidados...ou bem curtinhos, valorizando um rosto perfeito

+

maçã do rosto, rosadinha, quem sabe ligeiramente proeminente, daquelas que saltam ao menor sorriso

+

pés, as vezes perfeitos, as vezes calejados por horas e horas numa sapatilha

+

olhos expressivos, inteligentes, daqueles que você pode mergulhar para explorar o infinito feminino

+

seios lindos, cheios e pesados...ou daqueles em formatinho de pera...ok, mesmo um par de ovos fritos

+

cabelos ondulados, ondulantes, viciantes...ou lisos impecáveis, pesados, caídos pelos ombros

+

o que dizer de um riso solto, meio debochado, ou então franco, direto

+

um belo rabo-de-cavalo, balançando como o próprio

+

mãos lindas, dedos longos com unhas bem feitas

+

loiras, negras, morenas, ruivas, orientais, mulatas

+

cabelos naturais ou descaradamente tingidos

+

pernas bem torneadas, ou ligeiramente cheiinhas, daquelas que a visão das batatas da perna prenuncia coxas maravilhosas

+

nada como uma musa perfumada, cheirando a banho

+

pouca maquiagem para um rosto limpo ou pegando pesado em nome da expressividade

+

um cantinho de olho, bem marcado, contendo um mar de expressividade

+

braços, sejam esguios ou afofados pela vida

+

e etcetera, e etcetera, e etcetera


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ressaca moral

Ontem aconteceu de novo; por mais que eu avise, por mais que deixe sempre muito claro como a banda toca, sempre alguém acaba se machucando – considero um flagelo auto-imposto, mas mesmo assim não posso tirar o meu totalmente da reta. Mas eu devia ter visto esse trem descarrilhando antes, logo nos primeiros suspiros, ai ais e outros sinais.

Conheci essa dona semanas atrás. Figura ótima, agradável, doce e bem, bem gostosa.

Papo vai, papo vem, telefones trocados, bebidas, risos, caricias e horas que pareceram perfeitas – e teriam permanecido perfeitas, se não tivessem sido violadas e deturpadas por essa maldita mania humana de rotular e empacotar bons momentos em caixinhas com rótulos cretinos como amor, namoro, relacionamento sério.

Não foi por falta de avisar – não sou o tipo de sujeito para se levar a serio, seja minha amiga e tenha o melhor de mim, se cruzar a fronteira e começar a confundir as coisas você irá foder com tudo.

Mas quem disse que ela me ouviu? Alias, quem disse que ela queria ouvir? Do jeito que reagiu ontem ao não ter a resposta fofinha que ela esperava perante uma declaração absurda de paixonite babaca, começo a achar que ela queria desde o começo aquilo que infelizmente muita gente busca – alguém para chamar de SEU, tomar posse, castrar, mudar, violentar a essência e transformar num pastiche de modelo de metade masculina de um casal 20 que não existe.

E eu nem ao menos tenho um cachorro estúpido como o Freeway.



Quando as pessoas irão aprender que a palavra AMOR é só uma fodida mentira de quatro letras?!?!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Tem uns caras que são geniais...

...nem que seja por pequenos enxertos.

"E o impossível é uma droga perigosa o bastante
Para se inventar a fé
Para se acreditar na fé
Em alguma salvação

(...)

Não há estilo sem fracasso"

SENSACIONAL!!

My sweet little Joan Jett

Final de semana passado assisti à cinebiografia da banda Runaways – vocês sabem, Joan Jett, Lita Ford e tchurminha limitada.

Como era de se esperar, o filme é beeeeeeeem light, não chegando aos podres relatados pelas histórias que conhecemos das garotas; não chega a ser um filme bunda-mole Sessão da Tarde, mas está bem longe da crueza de um Trainspotting, digamos assim - mas também o que esperar de um filme com aquela deliciosa do Crepúsculo (Kristen alguma coisa), e de uma loirinha que ainda é “de menor” (Dakota etc...)?

Mas valeu a diversão, principalmente por me fazer lembrar de uma garota que conheci milênios atrás, em algum ponto entre os anos 80 e 90 – desencanem, camaradinhas, não tenho nem chance de precisar mais do que esse gap de dois ou três anos. A garota fazia um cover delicioso da Jett, vocês precisavam vê-la cantando “I love rock’n’roll”, que pedacinho bem recapeado de mau caminho, uou!!

Claro que aqui seria muito simples bancar o fodão que come todas e dizer que tivemos um tórrido caso de sexo, whiskey e rock’n’roll, mas a grande verdade é que ela nem sabia que eu existia, simples assim! Garota esperta, não? Devia ter um ótimo faro para encrencas, ah!

Mas não tenho como negar como era excitante vê-la cantar naquele palquinho raso, pouco mais de dois palmos acima do piso, a canção abaixo, imaginando como seria bom ser o alvo daqueles versos:

Midnight, gettin' uptight. Where are you?
You said you'd meet me, now it's quarter to two
I know I'm hangin' but I'm still wantin' you.
Hey, Jack, It's a fact they're talkin' in town.
I turn my back and you're messin' around.
I'm not really jealous, don't like lookin' like a clown.
I think of you ev'ry night and day.
You took my heart, then you took my pride away.
I hate myself for loving you .
Can't break free from the the things that you do.
I wanna walk but I run back to you, that's why
I hate myself for loving you .
Daylight, spent the night without you.
But I've been dreamin' 'bout the lovin' you do.
I won't be as angry 'bout the hell you put me through.
Hey, man, bet you can treat me right.
You just don't know what you was missin' last night.
I wanna see your face and say forget it just from spite.
I hate myself for loving you .
Can't break free from the the things that you do.
I wanna walk but I run back to you, that's why
I hate myself for loving you.
I hate myself for loving you.
Can't break free from the things that you do.
I wanna walk but I run back to you, that's why
I hate myself for loving you .
I think of you ev'ry night and day.
You took my heart, then you took my pride away.
I hate myself for loving you .
Can't break free from the the things that you do.
I wanna walk but I run back to you, that's why
I hate myself for loving you
I hate myself for loving you
I hate myself for loving you

Ok, admito que essa letra provavelmente lembra a forma como (quase) todas as mulheres na minha vida se sentiram em algum momento de nossos relacionamentos.

Por onde será que anda essa minha pequena Joan Jett paulistana?



Caras, eu simplesmente era (sou?) tarado por essa cara de saco cheio da Jett, adoro mulher com cara de brava.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Como evitar que uma premonição se realize?

Simples, mude de boteco!

Ao invés de ir no boteco da temporada, resolvi espantar a impressão de que iria acabar reencontrando quem não queria caindo para uma outra paradinha, mais “do mal”, digamos assim; até que a casa era legal, com um clima interessante, mas o lugar estava um porre, por conta da atitude nojenta de seus frequentadores.

Lá pelas três da matina, após passar algumas horas tentando entender como tanta gente metida a moderna consegue ser tão retrógrada e fechada em seus malditos clubinhos, resolvi subir para casa (nada como morar num raio de quarteirões de vários botecos sujos e mal-frequentados!) e acabei passando pela porta do velho boteco da temporada.

Adivinhem quem estava fumando na porta do lugar, bem na hora que eu passei?

Macacos me mordam, alternativa  B!!

O que me restou fazer? Como diria o velho leão, "Saída pela direita!!"

He he he



Pombas, não lembrava que o velho leão da montanha era cor-de-rosa!!!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Premonição

Algo me diz que vai rolar um flashback brabo hoje,  a única dúvida é qual fantasma vai reaparecer:

Alternativa a – psycholawyer;

Alternativa b – “você é um safado, mas fui eu que esqueci seu nome!!”;

Alternativa c – aquela vet-delicious (que ainda não ganhou o post devido, aguardem!);

Alternativa d – Pepper, the sweetie bride;

Alternativa e – duas ou mais das anteriores.

He he he

Goin' to California with an achin' in my heart ou como esse Chuck é mala com suas malditas músicas de velhote!!

Eu espero que quem estiver lendo esse post possa identificar a sensação – você está lá, cuidando da sua vida apesar de sempre ter um batalhão de malas querendo fazer isso por você, quando uma música começa a tocar na rádio.

E aquela música, em meio a tantas outras, lhe causa um arrepio na espinha, mexe com você de um jeito único, talvez por invocar lembranças de algum momento do seu passado que ficou marcado diretamente na sua alma – lembrando que marcas assim nem sempre são por bons motivos.


Enjoy!


Spend my days with a woman unkind
Smoked my stuff and drank all my wine
Made up my mind, make a new start
Goin' to California with an achin' in my heart
Someone told me there's a girl out there
With love in her eyes and flowers in her hair

Took my chances on a big jet-plane
Never let 'em tell ya that they're aw-ooh-all the same
Hoh, the sea was red and the sky was grey
I wonder how tomorrow could ever follow today-hee
Mountains and the canyons start to tremble and shake
The children of the sun begin to awake
Now
Watch out

It seems that the wrath of the gods got a punch on the nose
And it's startin' to flow, I think I might be sinkin'
Throw me a line, if I reach it in time
Meet you up there where the path runs straight and high

Find a queen without a king
They say she plays guitar and cries and sings, la-la-la-la
Ride a white mare in the footsteps of dawn
Tryin' to find a woman who's never, never, never been born
Standin' on a hill in the mountain of dreams
Tellin' myself it's not as hard, hard, hard as it seems

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Um tiro só, direto no ponto

Roubei o post abaixo do site manualdocanalha.com.br, mas acho que ficará claro que se encaixa como uma luva por aqui também...


Quem disse que canalhas não podem ter coração?



Alguns anos atrás, conheci uma garota única, alguém que mesmo a distância poderia ter abalado as estruturas por aqui. Desde os primeiros contatos por e-mail (hey, quem falou que velhos canalhas não podem aprender novos truques, humpf?), sentimos uma profunda afinidade, uma empatia forte nos envolveu.

Sim, ela era verdadeiramente especial, uma garota guerreira, batalhadora, meio confusa em relação a algumas coisas da vida, mas talvez por isso mesmo, por essa fragilidade em contraponto a vida fodidamente ralada que ela tinha, uma mulher incrível!

As vezes fiquei com a impressão de que ela me via como um maldito cavaleiro andante, algum tipo de Sir Lancelot. Não sei, por incrível que pareça, ela conseguia enxergar algo de bom em mim, algo que ela dizia ficar além da fachada – pra mim, só podia ser uma projeção da sua própria necessidade de ter um príncipe encantado em sua vida. Acho que, levando-se em conta como ela é bonita, gostosa e inteligente, a maioria dos caras por ai ficariam muito felizes com esse papel, e se eu fosse um outro tipo de sujeito, algumas histórias poderiam ter sido diferentes. Poderiam, vejam bem.

Mas sou como sou, e não adianta querer mudar – chegou perto demais, eu me afasto, isso é fato. Prefiro guardar boas memórias, bons momentos a ter que ver a coisa toda degringolando, ver mais uma garota incrível ir apodrecendo até virar uma fonte de reclamações, cobranças e dores de cabeça. Prefiro lembrar dela para sempre como minha doce amiga lulynx (nem tentem traduzir, isso era coisa nossa) do que vê-la virar uma dona onça.

Onde diabos o Chuck quer chegar com essa historinha pra boi dormir? Calma que já chego lá.

E voltando a minha amiga, tempos atrás ela se mudou para o RJ, voltou a morar com o pai depois de longos anos apedrejando o coitado – adivinhem,  a mãe dela pintou a caveira do coitado, só por que ele se atreveu a buscar uma vida mais feliz longe do casamento. Mas isso é uma outra história.

Chegando ao Rio, reencontrou um velho amigo, se pegaram apaixonados e casados em questão de meses (sim, ainda existem otários que se casam assim, mas quem sou eu pra julgar alguém?), e hoje cedo recebi um e-mail dela, que motivou essa sincera homenagem – se é que pode se chamar algo por aqui de sincero, by the way. No e-mail, ela me dizia que estava grávida, feliz, e que queria que eu fosse o padrinho da criança. Se não houvesse uma lápide no lugar do velho coração, se o cinismo não imperasse, juro que ficaria emocionado. Hey, sério mesmo, puta gesto bonito.

É isso ai, só posso torcer para que o mundo deles não seja tão podre como o meu, e que ao bacurinho venha cheio de saúde.

Mas não vou trocar fralda de ninguém, nem pense nisso!

Mais uma incursão pelo velho mp3

Meu apartamento é um lugar interessante, pela janela vejo as luzes de tantos prédios, ouço o barulho dos carros e eventualmente um pouco de cheap talk, de conversa jogada fora, risos e vozes de pessoas que parecem contentes – seria a época do ano? Engraçado como a melancolia casa bem com um porre doméstico por esses dias.

Ontem à noite, estava como de hábito reclinado na minha poltrona, pés cruzados sobre o parapeito da janela ouvindo meu mp3, quando uma daquelas velhas companheiras

(e alguém reclama – lá vem o Chuck falar daquelas músicas de dinossauro dele de novo...foda-se, o blog é meu e eu falo do meu umbigo peludo o quanto quiser!)

saltou das caixas de som. É o tipo de banda que mereceria mais atenção, e como esse old dog que vos fala, ainda está na velha estrada.

Ganha um doce quem disser que a letra parece falar diretamente para algumas das minhas queridas musas questionáveis. He he he.


How does it feel, to be the one
A heart of stone, a smile of steel
You’re talking nice, know how to charm
You see the goods, but not the price
I wonder
You turn your back on poverty
You got your high society
Call up your friends, you know them all
You’re still immune to rise and fall
Remember
You’re such a great pretender
Anytime, anywhere
I’ll be watching you, all the things that you do
Anytime, anywhere
I’ll be around, I’ll be waiting for the moment you fail
No shaking hands, get in the ring
Those empty words don’t mean a thing
The time will come, it won’t be late
We’re slipping through the hands of fate
But remember
You’re such a great pretender
Anytime, anywhere
I’ll be watching you, all the things that you do
Anytime, anywhere
I’ll be around, I’ll be waiting for the moment you fail
Anytime, anywhere
Oh, I’ll be watching you, all the things that you do
Anytime, anywhere
I’ll be around, I’ll be waiting for the moment you fail
I’ll be waiting for the moment you fail
Yeah yeah yeah
Anytime, anywhere

GOTTHARD


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O mundo é definitivamente um lugar estranho...


...a garota passa a noite toda me secando e dando mole por cima dos ombros do seu namoradinho, e eu que sou canalha?

...lembram da musa questionável inspiradora de dois dos primeiros posts aqui do blog? Depois de me chamar de safado e tentar um ligeiro backstabbing, o que leva a cidadã a ficar me cercando a noite toda, quase derrubando minha bebida, pra depois ficar se esfregando com um coitado qualquer praticamente em cima da minha mesa? Será que ela ainda acha que eu tenho algum coração?he he he

...relembrando outra de minhas pequenas musas questionáveis, por que raios uma garota que está a 13 dias do seu casamento fica me ligando e insistindo para almoçarmos, ou irmos prum happy hour juntos? Flashback da sua pequena despedida de solteira, Pepper?he he he

...ah, minha adorável psycholawyer! Continue jogando suas teias, cara mia, uma hora você acerta...em outro otário qualquer...bitch! (se bem que ela fazia um fellaccio...he he he)

Cenas patéticas do centrão de São Paulo - parte II

Take one

Garota A desce do carro do namoradinho, praticamente na porta da corretora

Take two

Garota A se despede do namoradinho com gritinhos e tchauzinhos, beijinhos jogados e tudo

Take three

Corta para dentro do carro, namoradinho suspirando embevecido

Take four

Horas depois, Garota A se pegando com um certo canalha amigo nosso na hora do almoço, naquele pulgueirinho perto da Líbero Badaró

Taí uma mulher que eu realmente gostaria de ter conhecido!

"Eu não sou boa e nem quero sê-lo, contento-me em desprezar quase todos, odiar alguns, estimar raros e amar um."

- Florbela Espanca


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Verdade seja dita...

...a rosa é a flor do amor.

Depois de três dias, as pétalas caem e você fica com uma coisa feia, fedida e espinhuda nas mãos.

(pérola de sabedoria de autoria desconhecida, mas extremamente legítima. Eu gostaria de dar um prêmio ao autor!!)


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Hoje essa merda de mundo ficou bem mais triste

Apenas um brinde a mais um velho amigo


Décadas atrás, quando eu era apenas um adolescente espinhento louco para perder o cabaço com qualquer criatura do sexo feminino que me desse a menor moral, havia uma espécie de mentor em minha vida, um sujeito que praticamente encarnava a ameaça que tanto aterroriza pais e mães pelo mundo afora – a má-companhia.

Claro que hoje em dia só posso agradecer a tal má-companhia, que apesar de ser poucos anos mais velho do que eu, tanto teve a me ensinar em termos de música, bebidas e mulheres – principalmente mulheres!!

Mas de todas as lições informais aprendidas naquelas anos distantes, uma soa mais forte do que todas, porra, quase posso ouvi-lo dizer, como uma voz além-túmulo inevitavelmente engrolada de tanta bebida:

- Chuck garoto, aprenda uma coisa nessa sua vida miserável - para se dar bem com a mulherada, tem que seguir a regra dos 4 p’s – trate sempre uma putana como principessa, e uma principessa como putana, essa regra nunca falha!

Meus amigos, por mais que essa regra soe machista, sexista e chauvinista (parece uma boa forma de definir esse blog, by the way), sabe qual foi o resultado em todas as vezes que resolvi ignora-la e tratar alguma musa questionável da forma politicamente correta? Eu me fodi!! Das piores formas possíveis.

Fica aqui essa pequena homenagem a mais um velho rosto amigo que virou uma lápide no Horto.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Pérolas de sabedoria das revistas femininas - quem sabe isso não vire uma sessão fixa aqui no blog?

Vocês sabem o que devem esperar encontrar numa revista de consultório de dentista, ou é Caras ou outra revista bunda de fofoca e celebitches, ou é uma daquelas revistas femininas idiotas tipo Nova ou algum outro manual de como ser uma bisca moderna.

Mesmo assim, em meio aquele tédio reinante, comecei a folhear um desses desperdícios de papel, que poderia ter sido muito melhor aproveitado na fabricação de bolachas porta-copos, daquelas que deixamos sob os copos de cerveja nos melhores botecos do ramo, e dentre inúmeras matérias do tipo “101 motivos para trair seu namorado” ou “Como é gostoso o meu vizinho!!”, encontrei a seguinte citação, em destaque garrafal bem no meio da página:


COMO MANTER UMA MULHER SATISFEITA SEXUALMENTE:
Acaricie, enalteça, mime, saboreie, massageie, conserte, acompanhe, cante,
cumprimente, apóie, alimente, acalme, perturbe, brinque, tranqüilize, estimule,
afague, console, abrace, ignore as gordurinhas, paparique, excite, pacifique,
proteja, telefone, adivinhe, beije, aconchegue, perdoe, ajude, divirta, seduza,
carregue, sirva, fascine, atenda, confie, defenda, vista, elogie, venere,
reconheça, exagere, agarre, entregue-se, sonhe, provoque, recompense, toque,
aceite, idolatre, adore.


Só faltou acrescentar que depois de tudo isso ela vai te achar um bunda-mole e dar para outro sujeito qualquer, com mais “pegada” (um dos termos favoritos das biscas modernas) e/ou saldo bancário maior, ou quem sabe uma profissão mais respeitável.

Por que no final das contas, parceiro, não importa o quanto você rale seu traseiro para agrada-las, o que importa é o seu potencial para resolver a carência física ou financeira delas.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Post número 50

Por incrível que pareça, chegamos ao post inútil de número 50.

Estava pensando em celebrar o momento histórico para a internet do meu umbigo, mas ontem um velho amigo fez vinte e cinco anos; é um sujeito baixinho, que vive com um felino de grande porte, e que tem umas tiradas sensacionais, uma ótima companhia – embora não possa dividir uma garrafa de JB com ele, por motivos óbvios.

Valeu, garoto!!



Reprodução da primeira aparição desse pequeno gênio.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ah, o meu tipo de garota...

Mais uma daquelas bandas irrelevantes que acertam eventualmente na mosca, deixou essa perfeita descrição de muitas das minhas musas questionáveis.

She moves like she don't care
Smooth as silk
Cool as air
Oooh it makes you wanna' cry
She doesn't know your name and your heart beats like a subway train
Oooh it makes you wanna' die
Oooh don't you wanna' take her?
Wanna' make her all your own?
Maria
You've gotta see her
Go insane and out of your mind


Thanks, Debbie!!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Cenas patéticas no centrão de São Paulo

Estava voltando do almoço quando passei por um desses insuportáveis yuppies da nova geração, derretendo dentro de seu terninho Colombo debaixo do sol do meio-dia. Inevitável reparar, como observador que sou dessa desgraça conhecida como ser humano , no jeitinho meigo e derretido com que o imbecil falava ao celular – incrível como um imbecil pós-yuppie SEMPRE anda pendurado nos seu celular último tipo!!

Ao cruzar com o sujeito, pude captar a despedida ao celular:

- “ Tá bom, viu bebezinho? Te adolo muito, te amo vc demais...” – isso tudo dito, claro, com uma voz de criança retardada de três anos, como se toda capacidade de articulação do sujeito ficasse reduzida ao equivalente oral de uma ameba, todo sorridente e embevecido.

Lamentável...tsc...tsc...tsc...

Sem título engraçadinho dessa vez...

...ou, uma noite a ser esquecida!

Eu me considero um cara relativamente calejado, que já viu de quase tudo nessa vida, e achei que já conhecesse alguns dos pontos mais baixos e decadentes do ser humano. Eu estava enganado. Profunda e irremediavelmente enganado.

Sábado passado descobri realmente a que ponto pode chegar a degradação humana.

Arrastado por um amigo, na verdade provavelmente um dos últimos amigos que ainda me aturam (ainda bem que ele não lê esse blog, ou deixaria de me aturar em dois segundos), fui a um boteco que consegue ser abaixo do meu raso padrão de qualidade, com a promessa de que o lugar estaria lotado das “garotas heavy-metal mais fáceis de São Paulo” (palavras dele, não minhas), onde teríamos cerveja boa e gelada no open bar e bandas de primeira detonando clássicos dos anos de ouro do heavy metal (seja lá o que isso queira dizer, by the way).

Meus amigos, eu devia ter virado as costas e rumado para os botecos de sempre quando vi um cartaz mal feito pendurado na porta do lugar, que dizia mais ou menos o seguinte

FESTA DO FAROL - IMPERDÍVEL!!

PULSEIRA VERMELHA – CAI FORA!
PULSEIRA AZUL – PODEMOS CONVERSAR!
PULSEIRA VERDE – CAI DENTRO QUE EU TÔ FÁCIL

Os termos não eram bem esses, mas deu pra ter uma ideia. Na verdade eu dividiria os “pulseiras verdes”, ou verdinhos como passei a pensar neles em duas categorias – a dos moleques cabaços desesperados achando que uma pulseirinha iriam deixa-los cobertos de sexy-appeal e a das garotas apiranhadas que topavam tudo depois de um certo grau alcoólico.

Mas bastava escolher um canto do balcão para ver as bandas que a coisa não poderia piorar, certo? Errado!

É difícil lembrar de forma linear o desfile de horrores, mas o que seria pior do que o open bar podre e tosco a um ponto que era quase impossível beber? Ver uma garota vestida apenas de microssaia de napa e sutiã, se arrastando pelo chão sujo e molhado do lugar, balbuciando algo ininteligível, enquanto bandas que não sabem tocar três acordes seguidos fazem poses de sucessores naturais do Iron Maiden? Os verdinhos sacudindo suas pulseiras na cara das garotas do lugar, apenas para serem ignorados como os cabaços que são ou a feiúra reinante no ambiente (raramente vi tanta gente feia e mal-vestida junto no mesmo lugar)! Moleques se acotovelando em troca de um copo de bebida num balcão de menos de um metro, ou esses mesmo moleques caindo de bêbados pelos cantos, depois de tomarem algo verde com cara de combustível de foguetes? Sujeitos magricelas tirando a camiseta como se fossem arrasar os corações femininos (apenas para continuarem a ser ignorados) ou um sujeito de quase dois metros de altura, gordo e suarento,  tentando disfarçar sua careca com mullets ensebados, abraçando todo mundo como se fossem seus amigos de infância? Sujeitos cambaleando bêbados e gritando como loucos sem o menor motivo ou gente se pegando e trocando de parceiros como trocam de camiseta? Toda aquela euforia ébria, enquanto alguém repetia, repetia, repetia o final de cada frase, sem nem perceber?

Também, o que esperar numa maldita “festa do farol”? Finesse e refinamento da plebe ignóbil, da massa inculta e o que é pior, orgulhosa da própria ignorância?

Na verdade sei o que me deixou mais deprimido – ver uma garota gordinha, no começo dos seus vinte anos, vestida como uma prostituta e bêbada como um maldito gambá, que entre ânsias de vomito ficou boa parte da noite se esfregando num poste de forma nauseante numa imitação deprimente de pole dance, com uma expressão de desespero no rosto, quase um pedido de socorro, um grito desesperado para se sentir sexy, amada ou simplesmente desejada, apenas para conseguir tropeçar no cabo da guitarra e ser expulsa do palco e voltar para seu sufocante anonimato.



Depois dessa noite, meus botecos vagabundos habituais, com suas musas questionáveis e bebida a preços cruéis, ganharam vários pontos comigo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Oração da Serenidade, by Tio Chuck

Concede-me, ô Santo dos Canalhas, a serenidade necessária para atrair as mulheres que não queiram me modificar, jogo de cintura para evitar as que só querem isso e sabedoria para distinguir umas das outras – bebendo uma dose de cada vez, desfrutando uma noite de cada vez, aceitando as eventuais musas abaixo do padrão-canalha de qualidade como um caminho para alcançar musas questionáveis melhores, considerando o mundo pecador como eu sou, e não santo como elas gostariam que eu fosse, confiando em doses cavalares de destilados para entortar todas as coisas para que eu possa ser moderadamente feliz nesta vida e sumamente feliz comigo mesmo, pelas vossas regras.

He he he

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

E a saga dos e-mails continua...

Ah, os e-mails, que ferramenta maravilhosa!

Vejam mais uma pérola internética, mais uma demonstração de que as pessoas só vem o que elas querem, não importa o que você fizer; a autora é uma mineirinha deliciosa, uma de minhas musas questionáveis mais só-largo-o-osso-quando-ele-esfarelar, do tipo que se recusa a entender por que a-)não atendo mais ligações dela e b-)não respondo aos e-mails fofuchos como o transcrito integralmente abaixo.

Divirtam-se! He he he...

Amore,

Tava aqui lembrando de histórias, acordei hoje com meu temperamento melancólico a flor da pele...lembrei que quando tinha meus 14 para 15 anos, eu recusei um pedido de namoro. E a justificativa que é o ápice: porque não podia namorar ninguém, afinal minha alma gêmea estava em SÃO PAULO e se chamava CHUCK...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Você é o primeiro CHUCK que conheço na vida !!!!!!!!!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Ah, vida......kkkkkkkkkkkkkkkk

Um ótimo dia pra vc!

Bjs”


Eu mereço ou o quê?

Quando vão começar a entender que esse negócio de alma gêmea é coisa de comercial de margarina??

Quando vão entender que você passar um final de semana agradável com uma pessoa não lhe dá o direito de tomar posse de nada além de boas memórias, de sensações que poderiam permanecer doces para sempre na memória dos envolvidos se não fosse essa maldita mania de querer formar casalzinho, que acaba estragando, apodrecendo, fodendo com tudo?

E pior ainda, quando as pessoas vão parar com essa bobagem de não se envolver com ninguem que não tenha uma porcaria de placa de "CORAÇÃO VAGO, ALUGA-SE VAGA" pendurada na testa?? Quando vão entender que vale muito mais a pena uma noite de profundo envolvimento e sinceridade do que anos de desfilezinhos de mãozinhas dadas e títulos oficiais de "Meu namorado"/"Minha namorada" - tudo isso é prazer de usar o pronome POSSESSIVO!!

Possessivo, entenderam?

Pra esse tipo de pessoa, o que interessa é a posse, o título, a garantia de desfiles intermináveis na high society, é a garantia de formar uma maldita versão do Casal 20 com roupas novas.

Alguém quer saber o que me interessa? Alguém quer saber de viver e deixar viver, nem que a felicidade tenha um gosto agridoce e dure apenas uma noite de cada vez? Sem essa de planejar o futuro além da próxima dose?

É, eu imaginei mesmo que não.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Anotação mental para o próximo feriado!!

Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!! Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!!Nunca mais tomar um porre de tequila vagabunda!!


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Cada coisa que a gente vê por ai.

Na sexta-feira, vi um casal se encontrando para viajar, eu suponho - embora,  a julgar pela quantidade de malas, bolsas e sacolas dela, devia ser algum tipo de fuga, ou viagem ao redor do globo duas vezes (o carinha levava apenas uma mochila meio cheia, indicando uma viagem de final de semana).

Mas a diferença não era só na quantidade de malas e badulaques, mas na postura de cada um. Enquanto o sujeito vinha andando calmamente pela plataforma do metrô, a garota vinha numa daquelas corridinhas saltitantes nauseantes, parecendo alguém que, numa viagem de ácido, acha que está num daqueles desenhos da Disney – escolha a sua deturpadora da mente das meninas favorita, pode ser a Branca de Neve ou uma dessas mais moderninhas, tipo Pocahontas; o sujeito lá parado, mezzo constrangido, mezzo saco-cheio, e a garota correndo aos gritinhos, arrastando atrás de si a maior concentração per capita de malas e bolsas que já vi fora de uma loja de malas.

Quando se encontraram, o sujeito se limitou a se curvar fazendo beicinho para beija-la, com aquela cara de “ok, sem escândalo, nos vimos doze horas atrás, no big deal!”, mas a garota, ah meus amigos, a garota fez um escândalo!! Pulou em cima do carinha, parecendo um sagui se agarrando a uma árvore, enlaçou o pescoço do sujeito com um braço, depois o outro - porra, ela praticamente arrancou o pescoço do sujeito fora, tudo isso aos gritinhos de algo como more, moruxo, morzinho ou outro apelidinho idiota qualquer.

Sabe qual a impressão que me deu? Que o coitado iria passar um dos mais longos finais de semana de sua vida, com aquela Barbie da ZL agarrada ao pescoço dele, tagarelando – dava pra ver que delicia de final de semana o sujeito iria ter, acordando e fazendo a barba de manhã já com ela pendurada, tentando tomar café em paz e ela falando na sua orelha trivialidades inúteis numa vozinha aguda de fazer inveja à Minnie, indo à praia com a moçoila agarrada ao seu pé, dando um mergulho com uma mochila loira nas costas, tentando tomar uma ducha com ela grudada como uma maldita ventosa de sanguessuga no seu braço, daqui a décadas sendo enterrado no caixão com ela agarrada à maldita tampa...ARGHHH!!!


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Já que me meti a falar de música agora...

Nunca fui muito fan do trabalho dos Paralamas, sempre achei a mistura de pop-rock com ska e reggae deles chata demais, e algumas letras muito presunçosas; mas não posso negar que eles acertaram na mosca com os versos

“Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei, daonde vem o tiro

 E só eu sei como está foda de saber daonde esperar um tiro ultimamente!

Não digo que seja o caso deles, mas algumas bandas parecem ter sido montadas apenas para fazer uma determinada música, um único fôlego que vale e justifica toda uma carreira de irrelevâncias – mais ou menos como A Flock of Seagulls e sua insuportável “I ran”.

Mas de qualquer forma, esse trecho é poderoso demais, quase uma trilha de algumas noites – e principalmente de alguns relacionamentos com certas sociopatas viciadas em véu & grinalda. He he he.



E já que tô metido a crítico agora, em breve publicarei aqui meu artigo sobre a infindável influência da vanguarda underground teatral bolchevique do primeiro triênio da década de 1820 sobre o movimento Pink Panther ocorrido durante os primeiros meses de 1971 em Greenwich Village.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma ode aos invisiveis, ou o mais próximo de um tratado de sociologia que este blog inútil consegue chegar

Já repararam que algumas pessoas são quase invisíveis?

Eu defendo uma tese – morte por enforcamento a todos os engravatados! Sério mesmo, trabalho no meio de um bando de imbecis (com algumas exceções, mas desgraçadamente poucas) que se acham os escolhidos dos deuses por trabalharem de terno e gravata ou com um daqueles irritantes tailleurzinhos que deixam toda mulher com jeito de sargento, andando pra cima e pra baixo com o crachá da Corretora pendurado quase na testa, mesmo na hora do almoço.

Eu sei, eu também uso terno e gravata, mas me refiro à atitude de cada um. E é ai que entra o que comentei sobre pessoas invisíveis.

E não são poucas pessoas não, meu camarada; os invisíveis formam um exercito de centenas de milhares (milhões?!?) de faxineiras, vigias, tiazinhas do café, galera da manutenção em geral, gente que muitas vezes não recebe nem um bom-dia por parte desse bando de engravatados inúteis, com seus diplominhas de faculdades de quinta categoria.

Me dá nojo quando vejo que até o uniforme dessas pessoas é calculado para serem invisíveis; me dá nojo ver um engravatado se espremer para desviar de um invisível sem nem ao menos dar bom-dia! Porra, você pode botar a Gisele Bundchen (tive que pesquisar no Google o nome dessa gostosa....he he he) num desses uniformes que é capaz desse bando de otários nem reparar nela.

Agora mete um idiota qualquer num terno Armani, com óculos escuros e com o cabelo ensebado de gel e solta o cara para andar entre as mesas com cara de chefe – você vai ver neguinho mudando de caminho só para dar bom-dia pro sujeito.

Outro dia cruzei por acaso no metrô com uma das garçonetes de um dos meus botecos favoritos; a menina pareceu ficar feliz por eu te-la reconhecido, de tão acostumada a ser ignorada pelos bebuns que nem  sabem quem ela é, que fazem seus pedidos de olho nos peitos da moça (e que belo par de peitos, by the way). São animais assim que perdem a chance de conhecer uma garota ralada pracarai, que aos 22 anos trampa o dia inteiro como assistente de enfermagem, faz faculdade a noite e ainda atura bebuns num boteco sujo de final de semana para poder chegar ao fim do mês e continuar sonhando em comprar um Peugeoutzinho para poder ser feliz.

Então, meus amigos, se algum dia todos os engravatados do centro de São Paulo aparecerem enforcados com suas gravatas contrabandeadas, vocês sabem de quem foi a ideia.